Arquivo de junho 4, 2013

Assim começo este blog exploratório sobre o que mais me interessa neste mundo: OS TEXTOS.

Será uma miscelânea de estudos, investigações, reflexões, divulgação científica, publicações, interações entre pesquisadores e tudo mais que couber neste mundotexto que surge agora. Vamos ver no que vai dar….

A citação do título é de Marcuschi (2007, p. 80), um linguista de que gosto muito e um filósofo da linguagem com todas as letras. Esta foi a epígrafe da minha dissertação de mestrado, retirei do texto “Do código para a cognição: O processo referencial como atividade criativa“, trata-se do capítulo 3 deste livro:

livro marcuschi

A leitura desta obra é importante para, por exemplo, construir uma concepção de linguagem que prescinde de percepções imanentistas. Ouvi muitas críticas sobre o trabalho dele, pelo fato de às vezes prevalecer nos seus escritos mais a posição filosófica. Como dizem por aí, o fruto não cai muito longe do pé. A sua base é a filosofia, que estudou na PUCRS, e mais tarde na Alemanha tornou-se doutor em filosofia da linguagem. O que não se pode negar é que sua produção científica alavancou os estudos em Linguística Textual no Brasil. O que ele fez pela linguística é inigualável, sobretudo no tocante às investigações sobre língua falada e escrita. Não tem como tratar de oralidade e letramento sem remeter a algo que Marcuschi produziu sobre os temas. http://www.revistas.ufg.br/index.php/sig/article/view/7396/0

Lmarcuschi

Encontrei um vídeo sobre a obra de Marcuschi – Entre a imagem e a palavra –  com a participação dele.

Dá para “degustar” (que engraçado, degustar um livro!) parte de uma de suas publicações, Linguística de Texto: o que é e como se faz?, que foi reeditada em 2012:  http://www.youblisher.com/p/352027-LINGUISTICA-DE-TEXTO-o-que-e-e-como-se-faz/

Para encerrar, cito mais uma vez o próprio:

(…) não são os fatos que produzem as significações presentes em nossas compreensões e sim as nossas compreensões que fundam e constroem as significações que atribuímos aos fatos. Na realidade, isso significa que não há um a priori nem um centro regulador da significação, mas ela é produto das interações sociais no interior da cultura e da história.