Arquivo de junho 27, 2013

Comment comprendre l’expression française: “Vouloir le beurre et l’argent du beurre”? Dans quel contexte emploie-t-on cette expression ?

Le beurre

Voilà les significations:

Tout vouloir, sans contrepartie.

Vouloir gagner sur tous les plans.

Alors, l’origine:
L’usage de cette expression nous vient au moins de la fin du XIXe siècle. Le bon sens paysan veut qu’on ne puisse pas, honnêtement, vendre le beurre qu’on vient de fabriquer, en garder l’argent, mais garder aussi le beurre, histoire de pouvoir le revendre encore et encore.

File:Baratte normande.jpg

Baratte normande utilisée pour transformer le lait en beurre.

Vouloir toujours tout garder à soi, vouloir tout gagner sans rien laisser aux autres, c’est vouloir le beurre et l’argent du beurre. Même si on réussit temporairement et honnêtement à garder le beurre et l’argent du beurre, il ne faut jamais perdre de vue que le beurre, comme l’argent, peuvent fondre très facilement et rapidement.

Quelques variantes:

Vouloir le beurre, l’argent du beurre et le sourire de la crémière / fermière.
Vouloir le beurre, l’argent du beurre et la fille de la crémière / fermière.
Vouloir le beurre, l’argent du beurre et la crémière / fermière.

À propos des variantes, il faut souligner qu’il n’est pas politiquement correct de dire cela, mais au moins c’est drôle.

Pour en savoir plus: expressio.fr.

Sempre o mito da corrupção da língua.

Nem uma coisa nem outra.

Vale lembrar que não é bem assim como se ouve falar…

Não adianta, por exemplo, depreciar as práticas de linguagem por meio de variedades de textos com diferentes propósitos comunicativos que são escritos na internet, em mídias sociais como o Facebook e em toda infinidade de TICs mediante as justificativas de:

– destruição da língua materna só por causa da grafia de abreviaturas diferentes, pontuação abundante, acentuação e letras maiúsculas de modo deficiente;

– interferência negativa no aprendizado da língua escrita ilusoriamente tida como a certa;

– modificação “total” do português em uso por aqui, que muito antes do surgimento das TICs nem se parecia mais com aquele usado em Portugal;

– desconhecimento das regras gramaticais, mas de qual gramática? tradicional? descritiva? de usos? da língua falada?

– e por aí vai…

Pensar assim denota um posicionamento purista em relação à língua ou mesmo de negação/desconhecimento do fenômeno da variação linguística tão presente em nossa vida diária, nos falares e escritos que nos rodeiam, além de um olhar desequilibrado sobre a  prática de ensino de produção textual devido à fixação nas formas linguísticas em maior escala do que na construção dos sentidos textuais. Por fim, o pior de tudo é perceber que em muitos casos atribui-se “o fracasso metodológico do ensino de notação ortográfica para um fator externo à prática pedagógica que por si só não pode ser responsabilizado” (XAVIER, 2005, p. 13).