Arquivo de julho, 2013

No título deste post, a adaptação do provérbio “Manda quem pode, obedece quem tem juízo” não é fortuita. Vejamos onde quero chegar, mas acho que o próprio título direciona sem grandes desvios de sentido.

A charge que republico abaixo é um ótimo material para abordar na aula de português brasileiro a questão da manipulação dos textos produzidos pela mídia de massa, ou a grosso modo, pelos meios oficiais de comunicação que produzem conteúdos impressos ou eletrônicos para o grande público, como os jornais, revistas, canais de televisão, rádios, sites “oficiais”, etc.

Além do mais, o material complementa minha opinião exposta em Mais Médicos em textos jornalísticos e outras fontes de informação e destina-se especialmente para quem gosta da revista Veja e não superou o medo de comunistas.

Charge do jornal Contraponto @Sisejufe: FUJAM! OS CUBANOS VEM VINDO!

por  blog LATUFF CARTOONS.

Medicos cubanos chegam ao Brasil

E o que mais quero dizer com tudo isto?

Enquanto não nos colocarmos contra a mídia de massa deixaremos de exercer nosso poder de massa crítica, de pessoas que refletem sobre sua realidade, defendem suas posições e lutam pelo atendimento de suas expectativas e necessidades, nem sempre compreendidas por quem detém alguma forma de poder. A propósito, as duas referências que tenho sobre massa crítica não vem da física, mas de questões que envolvem meios de transporte, outro serviço público no Brasil com gestão precária e estopim da chamada Revolta do Vinagre.

A primeira vez que ouvi falar de massa crítica foi quando estudei na Unicamp, onde há um ônibus que transporta estudantes de Campinas a São Paulo ou vice-versa. A alternativa de transporte recebeu o nome de Massa Crítica, inclusive conta com um site para cadastro dos usuários. Infelizmente não tive oportunidade de experimentá-lo, apesar de às vezes ter feito o trajeto até SP antes de voltar para Curitiba.

Ao preparar este post, tomei conhecimento de outra iniciativa realizada em Porto Alegre (RS), do blog Massa Crítica – POA, que assim se autodefine:

A Massa Crítica é uma celebração da bicicleta como meio de transporte que ocorre em mais de 300 cidades ao redor do mundo. Ela acontece quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano.

No final das contas, tudo se relaciona, pois acabei me posicionando aqui sobre tema veiculado pelo post anterior CHARGE: o monopólio da Viação Noiva do Mar em Rio Grande. E voltando à sugestão de aula de português, também seria possível tratar de intertextualidade a partir da leitura deste texto que assim finalizo, pois para compreendê-lo é preciso recorrer a outros textos já escritos no blog e citados explicitamente através dos links disponibilizados aos leitores.

Uma verdadeira exposição de ideias híbridas: entre a teoria linguística e o pensamento sociopolítico, meio chomskiana, mas bem de longe.

Republico esta charge em consideração aos amigos, familiares, conhecidos e todos que vivem em Rio Grande (RS), cidade onde fiz meu curso universitário. Sei muito bem que não tem graça nenhuma andar e pagar pelo péssimo serviço de transporte prestado por esta Noiva do Mar.

Pelo fim do monopólio da Viação Noiva do Mar em Rio Grande!.

por LATUFF CARTOONS “A função do artista é violentar” (Glauber Rocha)

Fim do Monopolio da Noiva do Mar

História da escrita tipográfica: O 19º século francês

por Jacques André e Christian Laucou

História da escrita tipográfica – O 19º século francês complementa os três volumes anteriores da coleção criada por Yves Perrousseaux. No mesmo espírito, ele conta a história dos “caracteres de imprensa”, de seus usos e envolvimento oculto na cultura ocidental.

A tipografia do século XIX sofreu com toda a força os efeitos de todas as revoluções deste período turbulento, mas, sobretudo, os da “revolução industrial”. Menos por causa das repercussões técnicas incontestáveis do que pelas novas exigências e as necessidades que emergem: necessidade de publicidade, então de anúncios e novos caracteres, grandes e atrativos; necessidade de livros mais baratos e em número maior, portanto o desenvolvimento da estereotipia e de pesquisas sobre as máquinas de composição ou sobre os caracteres de tamanho menor; necessidade de aproximar as pequenas oficinas de gravura ou de fundição; necessidade de criação, de modernismo, e mesmo de fantasia, em reação ao rigor clássico.

O 19º século tipográfico é assim marcado pela abundância e o excesso, pelas oposições de austeridade e extravagância, pela coexistência de livros românticos e de livros industriais, o nascimento de novas obras de arte que são os exemplares de fundição e de novos códigos de uso da tipografia. Mais do nunca, durante este século, a tipografia torna-se uma arte.

Para mostrar toda a riqueza deste período, os autores escolheram contar as aventuras sucessivas: os ingleses com a invenção dos caracteres negritos, os egípcios e os sem serifa; a fundição Gillé, que se torna a de Balzac depois de De Berny e que se juntará, no alvorecer do século XIX, àquela de Peignot; a saga dos Didot, do rigor de Firmin à extravagância de Jules; a Imprensa real, depois imperial e nacional, seus caracteres orientais e os de trabalho, que continuarão enquanto houver chumbo; Louis Perrin, que reinventa os elzevirs; as grandes fundições francesas, que concorrem por invenção e cópias, e, enfim, as evoluções técnica de todo o século.

E como nos volumes anteriores, as “pausas”, menos cronológicas, ampliando ou completando o campo puramente tipográfico: a xilogravura, as caixas de imprensa, os caracteres negritos, os manuais de tipografia, os caracteres de fantasia e as letras desenhadas.

Uma obra de cultura geral cuja riqueza iconográfica (mais de 400 ilustrações) e a quantidade de informações se destinam também a um público mais amplo do que os especialistas ou profissionais de tipografia e edição.

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En savoir plus Scoop.itPer linguam

Histoire de l’écriture typographique : Le XIXe siècle français, ANDRÉ Jacques LAUCOU Christian, Histoire de l’écriture typographique – Le XIXe siècle français vient compléter les trois tomes précédents de la collection créée par Yves Perrousseaux.

En lire plus: www.adverbum.fr

Twitter Simpósio Hipertexto ‏- @hipertexto2013

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Site weheartit.com - página Letras em Curso

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Blog Pirosfera Cândida

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Site salamundo.com.br

Site do Encontro Internacional de Educação SalaMundo2013 – link para artigo “Dificuldades de leitura: síndrome de Irlen ou dislexia?”

Sobre os tão conhecidos e até esperados desencontros entre a linguagem do texto literário e do cinema. Sobressai-se aqui a discussão filosófica quanto a tópicos como a “razão manipulatória”, o “pensamento dialético”, a “negação do humanismo”. A crítica que o filme/livro O Leitor não faz sobre “os fundamentos estruturais da sociedade” tem lugar neste artigo de Henrique Wellen para o blog da Revista Espaço Acadêmico.

blog da Revista Espaço Acadêmico

wellenHENRIQUE WELLEN*

 

Via de regra, existe uma tendência de que o processo de adaptação de obras literárias para o cinema repercute em perda de qualidade artística. Seja na impossibilidade de exibição dos detalhes presentes nos livros, seja, especialmente, nas dificuldades em expor qualidades subjetivas dos personagens, os leitores costumam acusar alguma frustração quando se deparam com as transformações dos textos romanescos em filmes. Esse não é, todavia, o caso do filme O Leitor que, inspirado no livro homônimo de Bernard Schlink, tem muito mais a oferecer que a peça original. O filme dirigido por Stephen Daldry não somente consegue narrar melhor a história contida no livro, entrelaçando mais precisamente os tempos narrados, como é capaz de superar algumas das limitações de forma e conteúdo que travejam o texto de Schlink.

A narrativa, que se passa na Alemanha, e que se reparte em tempos históricos distintos, intenta, a partir…

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No dia 23/07/2013 participei do Simpósio Medicalização: nova face do obscurantismo, promovido pelo Núcleo Curitiba e Região Metropolitana do Fórum sobre a Medicalização. A experiência de conhecer o debate profícuo deste grupo e o trabalho da profª Dra. Maria Aparecida Moysés (UNICAMP) fez diferença para mim e para a construção do meu modo de abordar a questão da medicalização. Quando escrevi sobre dislexia e síndrome de Irlen, acredito que assumi uma posição desalinhada com a perspectiva do Fórum, no entanto ressalto que naquela ocasião eu não dispunha da percepção que estou construindo desde o momento em que recebi o convite para o simpósio, a qual foi tema de outra publicação no blog – Entre o riso e a crítica em textos sobre medicalização.

Evento do Núcleo Curitiba e Região Metropolitana no APP Sindicato

Crédito: Andreia Moessa de Souza Coelho, Gioconda Ghiggi

De tudo que ouvi no evento,  considero relevante compartilhar a compreensão de que a medicalização de nossas vidas é uma tendência mundial que se alastra na sociedade há certo tempo. Muitas vezes é acentuada pela judicialização de nossa existência, pois hoje quase tudo se resolve por meio do discurso jurídico, seus gêneros textuais ou instrumentos legais, como denúncias, processos, liminares, etc. Parece que poucos ainda preferem ou conseguem dispor de argumentação e intermediação própria para resolver os problemas pessoais.

Não parece demais mencionar o exemplo histórico que foi dado pela professora da Unicamp e com o qual me identifiquei, visto que contempla uma “verdade científica” construída em 1851. Graças ao médico norte-americano Samuel A. Cartwright, Zumbi dos Palmares poderia ser diagnosticado como portador de transtorno psiquiátrico denominado DRAPETOMANIA (ver artigo de Cartwrigth). Os sintomas dessa doença são a vontade de correr por aí, a fuga, tendência patológica comum entre pessoas negras do continente americano. A concepção do médico, membro da Louisiana Medical Association, foi desenvolvida no século XIX em pleno período da escravidão norte-americana e explicava a conduta reincidente de escravos fugitivos, para a qual cabia o tratamento através de chicotadas e amputação dos dedos dos pés em casos gravíssimos da doença mental.

Cartwright publicou artigo sobre a Drapetomania no New Orleans Medical and Surgical Journal

Crédito: blog Opus Daimon

Quando ouvi a definição da doença no Simpósio, de imediato me encaixei na caracterização anunciada: adoro correr por aí (pratico atletismo, especificamente, corrida de rua), tenho ascendência negra e vivo na América do Sul. Pronto! seria eu uma potencial drapetomaníaca? Ou pior, tenho chance de ser portadora de TDAH. Evidencio que esta não é uma pergunta, é uma afirmação mesmo, tendo em vista o resultado do teste ASRS-18 que fiz para diagnóstico do transtorno. Obtive 7 respostas “frequente” e 4 respostas “muito frequente” dentre as 18 perguntas do questionário que busca tipificar comportamentos despadronizados. É evidente que meus casos de medicalização são cômicos, no entanto os de outras pessoas podem ser bem distintos e inclusive trágicos, para fugir de qualquer eufemismo descabido.

Na verdade, é polêmico, revoltante e difícil de conceber que o adoecimento se impõe em função do exercício da dominação coercitiva da sociedade, pelo que defende a Dra. Maria Aparecida. No meio desse conflito de interesses, temos de um lado, o Estado, a indústria, grupos econômicos dominantes e, de outro lado, parcelas da sociedade condenadas à desinformação, à desigualdade e ao engano de que são doentes por não serem tão produtivas quanto o sistema capitalista exige, só para citar alguns limites do obscurantismo impostos pela medicalização.

Crédito: Gioconda Ghiggi

Crédito: Gioconda Ghiggi

Concordo que há muito por fazer, pois certos comportamentos diferentes, contestadores ou fora da normalidade convencionada para o meio social vem recebendo o carimbo de doença mental ou transtorno psiquiátrico de um modo tranquilo demais, como se o normal fosse não sofrer por nossos problemas ou não contestar a própria realidade. A questão é profunda e, como apareceu nas falas dos comunicadores do evento, é de ordem acadêmica e política, sobretudo porque “cutuca” setores imperiosos da sociedade: classe médica, indústria farmacêutica, governantes, legisladores, juristas.

A luta é árdua e, acima de qualquer coisa, a urgência é de todos.

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Textos recomendados durante o evento:

Knock ou Le Triomphe de la Médecine: Pièce en trois actes

MOYNIHAN, Ray e WASME, Alain. Vendedores de doença. Estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros. In: PELIZZOLI, M. L. Bioética como novo paradigma. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 2007.

GERAÇÃO RITALINA. Falta de atenção virou doença. O nome? TDAH. A suposta solução? Um remédio tarja preta por Millos Kaiser, Revista TRIP.

Why French Kids Don’t Have ADHD por Marilyn Wedge, Psichology Today.

Tradução: Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?, site Cultivando o Equilíbrio.

SETEMBRO
01 a 03 – I Encontro Brasileiro de Pesquisa em Cultura: Pesquisa e produção do conhecimento para além da Universidade, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, localizada no bairro de Ermelino Matarazzo, na Avenida Arlindo Bettio nº 1000, São Paulo – SP.

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02 a 04 – V Seminário Internacional de Educação a Distância: meios, atores e processos, no Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

02 a 05 – II Congresso Internacional da Faculdade de Letras da UFRJ: Línguas, Literaturas, Diálogos (II CIFALE), na Faculdade de Letras da UFRJ, campus da Cidade Universitária.

03 a 06 – VII Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais (VII SIGET), promovido por Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual do Ceará (UECE), em Fortaleza-CE.

04 a 06 – I Simpósio Brasileiro de Interpretação (SIMB), na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

09 a 11 – Jornada Internacional Ferdinand de Saussure e os Estudos Linguísticos Contemporâneos & II Simpósio Nacional de Estudos sobre os Manuscritos de Ferdinand de Saussure, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Campus Central, na cidade de Natal (RN).

09 a 12 – X Congresso Brasileiro de Linguística Aplicada (X CBLA),na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Avenida Brigadeiro Trompowski s/n, Cidade Universitária – Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ.

09 a 12 – 19º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância (19º CIAED): Bons Profissionais Fazem Bons Programas de EAD: Como Estamos?, CENTRO DE CONVENÇÕES DA BAHIA, Av. Simon Bolivar S/nº, Salvador – Bahia – Brasil – Cep: 41750-230.

09 a 13 – X Colóquio Antero de Quental – Confronto do pensamento ético luso-brasileiro: Séculos XX e XXI, na Universidade Federal de São João del-Rei, Praça Frei Orlando, 170, Centro, São João del-Rei, Minas Gerais, CEP: 36307-352.

11 a 13 – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (IX ENECULT), na Reitoria da Universidade federal da Bahia (UFBA),  PAF III (Campus de Ondina), Salvador-BA.

11 a 14 – X Congresso de Lusitanistas: Migração e Exílio, na Universidade de Hamburgo, Alemanha.

16 a 19 – VII Colóquio da Associação Francofone Internacional de Pesquisa Científica em Educação (AFIRSE/Seção Brasileira): Educação, Investigação e Diversidade, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Mossoró – RN.

16 a 19 – III Seminário Brasileiro de Poéticas Orais, no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre-RS.

16 a 20 – Fazendo Gênero 10 – Desafios atuais dos feminismos, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC.

18 a 20 – IX Encontro de Português Língua Estrangeira do Rio de Janeiro (IX PLE-RJ) e I Seminário Internacional CELPE-Bras (I SINCELPE), na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

23 a 25 – Seminário Primavera dos Centenários: Rubem Braga e Vinícius de Moraes, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina – PR.

23 a 26 – XI Congresso Internacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução (ABRAPT) e V Congresso Internacional de Tradutores, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC.

23 a 28 – VI Conferência Linguística e Cognição – VI Colóquio Nacional Leitura e Cognição – XIV Semana Acadêmica de Letras, na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Av. Independência nº 2293 Bairro Universitário, Santa Cruz do Sul – RS, CEP 96815-900.

25 a 27 – V Encontro de Estudos da Linguagem e VI Encontro Internacional de Estudos da Linguagem (Enelin 2013), na Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVAS), Av. Pref. Tuany Toledo nº 470, CEP 37550-000, Pouso Alegre – MG.

25 a 27 – XI Congresso Internacional de Tecnologia na Educação: Educação, Tecnologia e Inovação Pedagógica, no Centro de Convenções de Pernambuco, Recife – PE.

25 a 27 – 7º Encontro Internacional de Letras – Literatura e Línguística: Linguagens do Século XXI, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus de Foz do Iguaçu e na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu.

29/09 a 02/10 – IV Congresso Internacional de Turismo Idiomático, na Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo – SP.


OUTUBRO

08 a 11 – 19º Intercâmbio de Pesquisa em Linguística Aplicada e 5º Seminário Internacional de Linguística (InPLA-SIL 2013),no Campus Anália Franco, da Universidade Cruzeiro do Sul, Av. Regente Feijó, 1295, São Paulo – SP.

14 e 15 – II Jornada de Estudos Saussurianos, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL-UNICAMP), Campinas – SP.

15 a 17 – VIII Seminário Nacional sobre Ensino de Língua Materna e Estrangeira e de Literatura (VIII SELIMEL), na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Campina Grande – PB.

15 a 18 – VI Seminário de Estudos em Análise do Discurso: 1983-2013 – Michel Pêcheux: 30 anos de uma presença, na Sala II do Salão de Atos da Reitoria, Av. Paulo Gama s/n, Campus Central, Porto Alegre – RS.

16 a 18 – 4º  Colóquio Brasileiro de Prosódia da Fala, no Maceió Atlantic Suítes, Maceió – AL.

16 a 18 – Décimo Sexto Congresso Internacional de Humanidades: O poder da comunicação em contextos latino-americanos, no Instituto de Letras da Universidade de Brasília, Campus Universitário Darcy Ribeiro ICC sul Bloco B  sala 120 sobreloja, CEP 70910-900, Asa Norte, Brasília – DF.

22 a 24 – Congresso Internacional do Trabalho e Utopia no século XIX: sujeitos e experiências, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL-UNICAMP), Campinas – SP.

23 a 25 – XXI Seminário do Centro de Estudos Linguísticos e Literários do Paraná (CELLIP),  na Universidade Estadual do Paraná, Campus FAFIPAR, Paranaguá (UNESPAR-FAFIPAR).

29 e 30 – 2ª Conferência Língua Portuguesa no Sistema Mundial: Língua Portuguesa Global – Internacionalização, ciência e Inovação, em Lisboa, Portugal.

30 e 31 – Lusophone Studies Association Inaugural Conference: Exploringthe Crossroads and Perspectives of Lushophone Studies (Toronto, Canadá), York University, Toronto, Canadá.

Com o lançamento do Programa Mais Médicos em 08/07/2013, em tese uma medida emergencial do governo federal para estancar o problema da escassez de recursos humanos no setor da saúde (ou melhor dizendo, a falta de médicos no interior do Brasil), meios de comunicação massivos e mídias paralelas tem apresentado as mais diversas versões opinativas a respeito da questão para lá de polêmica, que já vinha em discussão há algum tempo. Se não estou enganada, desde que sou criança ouço falar em falta de médicos no serviço público de saúde e acesso restrito à formação desses profissionais em instituições públicas pelas poucas vagas e em instituições particulares pelo custo elevado. Só para dar uma ideia da longevidade da discussão, estou beirando os 40 anos.

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - Revista Fórum

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr – Revista Fórum

Para ser condizente com os propósitos do blog, direciono minha discussão para certos elementos de textos jornalísticos, bem como de outras fontes selecionadas para oferecer uma leitura didática acerca do assunto. Inicialmente traço considerações a partir dos títulos e subtítulos dos textos para tratar da expectativa de leitura propiciada por estes recursos e em seguida destaco partes textuais em que se colocam a temática principal ou os pontos de vista dos autores.

O primeiro texto que li detidamente sobre as reações do setor da saúde quanto ao Programa Mais Médicos vem de uma mídia paralela, a republicação do blog Hum Historiador de post do também blogueiro Saul Leblon – Raízes do Brasil: no levante dos bisturis, ressoa o engenho colonial, cuja fonte original está representada na imagem abaixo que capturei no site Carta Maior.

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Carta Maior – O portal da esquerda

Ao ler o título do texto, não tive dúvida de que seu conteúdo teria um cunho contrário em relação à resistência da classe médica à proposta do governo federal. Considerando a esfera de onde parte essa opinião, uma mídia autodenominada por meio de vocábulo (esquerda) que sugere oposição, não surpreende o predomínio da crítica contra o elitismo daquela classe profissional em detrimento de interesses de classes minoritárias sem condições de custear um plano de saúde particular e mesmo sem acesso a um único médico em suas cidadezinhas. Leblon não poupa palavras para abordar a resistência do setor “Contra a adesão de profissionais ao programa ‘Mais Médicos’, que busca mitigar o atendimento onde ele inexiste”. Além disto, o ponto chave de todo sentido do texto está na referência ao que o historiador Sergio Buarque de Holanda escreveu em sua obra Raízes do Brasil de 1936, perfeitamente aplicável no cenário atual:

Sergio Buarque de Holanda anteviu, em 1936, as raízes de um Brasil insulado em elites indiferentes ao destino coletivo. O engenho era um Estado paralelo ao mundo colonial. O fastígio macabro fundou a indiferença da casa-grande aos estalos, gritos e lamentos oriundos da senzala ao lado, metros à vezes, da sala de jantar.  Por que os tataranetos se abalariam com a senzala das periferias conflagradas e a dos rincões inaudíveis?

Vejamos como outros textos jornalísticos pontuam aspectos de tal reação resistente.

A revista Carta Capital através do artigo intitulado Os médicos brasileiros têm medo de quê?  apresenta a posição de Ricardo Palacios, médico da Colômbia já estabelecido no Brasil.

Publicação na seção Sociedade da Revista Carta Capital

Publicação na seção Sociedade da Revista Carta Capital

O  questionamento evocado pelo título do texto recebe resposta contundente do autor que trata dos supostos temores do “grêmio médico no Brasil” em relação aos concorrentes  estrangeiros. Segundo Palacios, é infundado o argumento quanto à desqualificação dos profissionais formados no exterior, cujo processo de seleção ocorre de fato no interior das escolas de medicina e “diferentemente do que acontece no Brasil, entrar na escola de medicina não significa que o aluno será médico seis ou sete anos mais tarde”. Nestes termos, o médico tece sua crítica ao modelo brasileiro para ingresso de candidatos aos cursos de Medicina, visto que de um lado há a seleção dos “melhores” e de outro lado há a exclusão daqueles de classes economicamente desfavorecidas. A parte final do artigo apresenta elementos para considerar que a resposta do colombiano vai ao encontro dos objetivos do programa do governo:

Os médicos estrangeiros a serem importados são o principal alvo em um protesto com pesado caráter trabalhista, de proteção de mercado. Porque a pior ameaça que os cubanos representam é que podem dar certo. Porque os cubanos podem demonstrar que a população não necessita de grandes hospitais de alta tecnologia, mas de médicos acessíveis que estejam ao seu lado.

A título de exemplo da indignação contra o programa Mais Médicos, apenas republicarei outro texto jornalístico que traça as linhas condutoras do protesto a que Palacios se reporta. É uma publicação da Folha de São Paulo de 10/07/2013 na seção Mercado:

A revolta das elites

por Vinicius Torres Freire, Folha de São Paulo

Os 10% ‘mais ricos’ do Brasil, ‘classe média’ de verdade, irritam-se mais com os governos do PT

DILMA ROUSSEFF comprou briga com um pedaço grande da elite brasileira, os médicos, suas famílias, simpatizantes e parentes. Ou assim parece provável.

A maioria das associações de médicos está enfurecida com a história do plano de imigração; parte parece irritada com o serviço obrigatório no SUS para recém-graduados. Mas a gente ainda não tem como saber como pensam os 400 mil médicos do país a respeito das medicinas da doutora Dilma. (continua…)

Pode até parecer que busco favorecer determinada mídia, no entanto afirmo que não se trata disto, pois só estou reproduzindo mais uma publicação da revista Carta Capital para tentar obter uma fonte que fundamenta o texto produzido por Roberto Amaral: A medicina e o Brasil real.

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Publicação na seção Política de Carta Capital

Uma das partes textuais que me chamou atenção, especificamente pelo sentido contestador (o parágrafo está marcado duas vezes e inclusive começa com o operador argumentativo MAS) e também por não ter conseguido acessar a referência fornecida pelo autor (essencial para a reconstrução dos sentidos textuais), é a seguinte:

Mas o dr. Kalil, o médico da Corte e dos afortunados, é “terminantemente contra” a vinda de médicos estrangeiros porque, para haver medicina, é preciso haver “hospital bem estruturado” (FSP, 10/07/2013). Mas o que é, na realidade brasileira, ‘um hospital bem estruturado”? Não explica e ficamos sem saber.

Gostaria muito de ler o que o “dr. Kalil” expressou através da FSP. Os resultados de busca no Google levam apenas para a fonte da revista ou para republicações desse artigo em outros sites e blogs. Seguem então versões de quem vive o outro lado dessa história, ou melhor, passemos à confrontação entre opiniões e fatos relatados pela mídia.

Para minha surpresa, encontrei uma notícia anterior ao lançamento do Mais Médicos em jornal do Rio Grande do Sul com este título, a princípio, motivador: Médicos do interior chegam a ganhar mais do que os prefeitos das cidades, de 19/05/2013.

Para a Zero Hora, um exemplo de vida em cidade pequena com salário grande

Para Zero Hora, exemplos de vida em cidade pequena com salário grande

Lendo a matéria de Fernanda da Costa e Fernando Goettems, há como verificar que a vida de médicos no interior pode não ser tão ruim quanto se alega nas discussões avolumadas nos últimos meses. Isto é o que testemunha uma das profissionais da classe que se sente valorizada após abrir mão de um contrato como concursada para trabalhar como terceirizada e com remuneração mais vantajosa. Consequentemente, essa adaptação de contrato custa um pouco mais em termos de cumprimento da legislação por parte da administração pública.

Parece que o cenário de mudança no setor da saúde levou à produção de uma série de textos com justificativas para a desmotivação pela atuação médica no interior do país, dentre as quais é possível encontrar:

(i) medo de ser processado por acusação de erro médico;

14/07/2013 – 06h30
‘Medo de processo por erro afasta médico do interior’, diz leitor

Seria uma resposta à pergunta feita pelo médico colombiano em seu artigo da Carta Capital (Os médicos brasileiros têm medo de quê?)??? Não, trata-se de uma espécie de defesa produzida por médico provavelmente brasileiro na seção Painel do Leitor da Folha de São Paulo.

(ii) pouca estrutura hospitalar e falta de assistência;

Médicos contam como é trabalhar onde falta tudo, até esparadrapo
Profissionais de Macapá (AP) e do interior da Bahia relatam dificuldades de conviver com pouca estrutura dos hospitais e casos terríveis de falta de assistência

No texto de Maria Fernanda Ziegler, publicado na seção Último Segundo do site iG São Paulo em 08/07/2013, constam relatos de dois médicos que sabem como é atuar no interior do país. A profissional de Macapá é mais experiente, deixou o consultório na capital gaúcha há 16 anos para assumir vaga de um concurso em hospital precário da região norte. O médico recém-formado optou por trabalhar no interior da Bahia até conseguir a aprovação em curso de residência, foi integrante do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), criado em 2011 pelo Ministério da Saúde e destinado à atuação de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas em regiões longínquas e desassistidas.

(iii) imposição da prestação de serviços aos estudantes de medicina.

10/07/2013 – 06h00
Para leitor, dois anos a mais de formação não garantem médicos melhores

Este último título informa opiniões quanto à impossibilidade de melhorar a qualidade da saúde pública. Para um médico de São Paulo e outro sujeito de Curitiba, a proposta federal lançada em 08/07 é ineficaz, pois provocará rotatividade de profissionais que serão obrigados a trabalhar no SUS por 2 anos sem obter uma capacitação ideal.

Por fim, faço questão de explicitar que sou favorável ao programa Mais Médicos. Manobra eleitoreira, populista ou não, prefiro não pensar como burguesa (status que não sustento), pelo simples e triste fato de que pessoas, independente de classe social, poderão finalmente receber um mínimo de atenção a sua saúde, um direito garantido pela Constituição Federal, a saber:

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Compartilho links de dois textos em que prós e contras do tema discutido aqui são apresentados conjuntamente. Para quem ainda tiver fôlego para continuar a leitura.

REVISTA ÉPOCA – Crise na saúde: entenda as propostas polêmicas para a área
O governo federal aprovou o “Programa Mais Médicos” e vetou trechos do Ato Médico sob protestos de entidades de classe por Amanda Polato e Nathalia Tavolieri.
JORNAL TRIBUNA DA BAHIA – Interior da Bahia espera por médicos por Naira Sodré.

Roman Jakobson (1896-1982). Essais de linguistique générale : aux sources du structuralisme.

par Karine Philippe, Sciences Humaines.

Au plus proche des avant-gardes de son temps, Roman Jakobson est une des figures de proue de la linguistique structurale. De Moscou à Prague puis New York, il laisse dans son sillage une oeuvre aussi influente qu’éclectique.

Roman Jakobson, Le « globe-trotter » du structuralisme

Né en 1896 à Moscou, Roman Jakobson se passionne très tôt pour l’étude des formes linguistiques et poétiques. Proche des poètes futuristes, il participe à la fondation du Cercle linguistique de Moscou en 1915. En 1920, il s’installe en Tchécoslovaquie, découvre les théories linguistiques de Ferdinand de Saussure, précurseur du structuralisme. Avec Nicolaï Troubetzkoï, il fonde le Cercle linguistique de Prague (1926), où ils vont donner naissance à la phonologie. En 1939, il se réfugie à Copenhague, puis s’installe aux Etats-Unis où, en 1942, il rencontre Claude Lévi-Strauss et lui fait découvrir la linguistique structurale. Celui-ci en adaptera les principes à l’anthropologie, initiant ainsi la vague structuraliste qui culminera dans les années 60. R. Jakobson enseigne ensuite à l’université de Columbia (1946-1949), puis à Harvard (1949-1967). A partir de 1957, il enseigne également au MIT (Massachussets Institute of Technology), où ses théories marqueront de nombreux étudiants, parmi lesquels Noam Chomsky et Morris Halle, fondateurs de la grammaire générative. « Véritable globe-trotter du structuralisme » (François Dosse), R. Jakobson laisse une oeuvre aussi influente qu’éclectique, jalonnée d’une multitude d’articles dont certains sont rassemblés dans les Essais de linguistique générale.

Pour découvrir la réponse à la question du titre, accédez le lien: http://www.scienceshumaines.com/roman-jakobson-1896-1982-essais-de-linguistique-generale-aux-sources-du-structuralisme_fr_4522.html
A história da escrita recebe mais um capítulo em terras chinesas!

Recente descoberta arqueológica na China (em Zhuangqiao, na cidade de Pinghu, Província de Zhejiang) pode ser considerada a maior feita até hoje. Dentre  objetos retirados de um túmulo estão símbolos e parte de um texto original que deve ter em torno de 5000 anos, o qual mostra como os homens da cultura Liangzhu iniciaram a usar uma forma de escrita, prática que levou a nação chinesa à era da civilização.

O professor Li Boqian, especialista em cronologia de dinastias antigas do Instituto de Arqueologia e de Museologia da Universidade de Pequim, afirmou que as inscrições descobertas desta vez contém signos que podem ser interligados para formar frases, assim se diferenciando de outras em que os símbolos aparecem isolados.

Conforme os relatórios, há símbolos gravados em traços pouco profundos com estilo um pouco diferente sobre os dois machados de terra desenterrados; o estilo de outros símbolos é parecido, comprovando uma certa padronização na gravura e no traços desses elementos gráficos.

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Découverte de textes encore plus anciens que les jiaguwen dans le Zhejiang

( le Quotidien du Peuple en ligne )

11.07.2013 à 15h34

Une découverte archéologique majeure vient d’être faite à Zhuangqiao, dans la ville de Pinghu, dans la Province du Zhejiang : sur des objets extraits d’une tombe figurent un grand nombre de symboles et une partie d’un texte original dont les experts pensent que c’est le plus ancien jamais découvert en Chine à ce jour. Il daterait d’il y a environ 5 000 ans et montre que les hommes de la culture de Liangzhu ont alors commencé à utiliser une forme d’écriture, faisant entrer la nation chinoise dans l’ère de la civilisation.

Les experts estiment que ces symboles exhumés d’une tombe de la culture Liangzhu à Zhuangqiao sont en effet le texte original de loin le plus ancien découvert en Chine. Li Boqian, professeur à l’Institut d’archéologie et de muséologie de la Peking University et expert en chef d’Etat en chronologie des dynasties anciennes, a dit avec une grande joie que ce texte original, à la différence d’autres inscriptions où les symboles apparaissent isolés, contient des signes qui peuvent être reliés entre eux pour former des phrases.

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