“O Leitor” e a crítica da racionalização da irracionalidade

Publicado: julho 25, 2013 em Leitura
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Sobre os tão conhecidos e até esperados desencontros entre a linguagem do texto literário e do cinema. Sobressai-se aqui a discussão filosófica quanto a tópicos como a “razão manipulatória”, o “pensamento dialético”, a “negação do humanismo”. A crítica que o filme/livro O Leitor não faz sobre “os fundamentos estruturais da sociedade” tem lugar neste artigo de Henrique Wellen para o blog da Revista Espaço Acadêmico.

blog da Revista Espaço Acadêmico

wellenHENRIQUE WELLEN*

 

Via de regra, existe uma tendência de que o processo de adaptação de obras literárias para o cinema repercute em perda de qualidade artística. Seja na impossibilidade de exibição dos detalhes presentes nos livros, seja, especialmente, nas dificuldades em expor qualidades subjetivas dos personagens, os leitores costumam acusar alguma frustração quando se deparam com as transformações dos textos romanescos em filmes. Esse não é, todavia, o caso do filme O Leitor que, inspirado no livro homônimo de Bernard Schlink, tem muito mais a oferecer que a peça original. O filme dirigido por Stephen Daldry não somente consegue narrar melhor a história contida no livro, entrelaçando mais precisamente os tempos narrados, como é capaz de superar algumas das limitações de forma e conteúdo que travejam o texto de Schlink.

A narrativa, que se passa na Alemanha, e que se reparte em tempos históricos distintos, intenta, a partir…

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