Para quem acompanha as publicações do blog mundotexto, pode parecer evidente o quanto gosto de produzir ou republicar textos em que a significação linguística seja trabalhada de uma maneira inovadora. Isto explica minha predileção por questões de:

– metalinguagem (quando usamos a língua ou outras modalidades de linguagem para falar dela mesma, como estou fazendo agora);

– construção de sentidos em charges, cartoons, textos humorísticos, histórias em quadrinhos, mensagens e/ou dizeres que circulam na web (nesses gêneros textuais geralmente é onde mais se exploram reversões de significação, da semântica dos textos);

– desdobramento, reversão e multiplicidade de significados agregados aos itens linguísticos de textos poéticos (um trabalho exemplar do que me refiro está exposto no blog Pirosfera Candida – As piroses poéticas mais enológicas em (pre)textos).

Por assim dizer, compartilho um breve texto publicado na revista Carta Capital e pelo qual me interessei justamente por conter todas essas características que citei.  A felicidade do dizer, tomando emprestada uma noção da pragmática, recai sobre a forma de explorar a significação do item linguístico “semântica”.

Semântica classista
Os ricos chamam de custo de vida aquilo que a classe média denomina como inflação e os pobres excomungam como carestia.
São muitos os nomes. Mas o dragão é um só.”

por Mauricio Dias, Carta Capital.

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