Afinal, pra que servem os cursos de Letras e Linguística?

Publicado: outubro 2, 2013 em Linguística
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Aula inaugural do curso de Linguística da UFSCar que foi ministrada pelo profº José Luiz Fiorin. Alguns dos tópicos tratados pelo linguista:

Quem escolhe o curso de Letras é porque não teve capacidade de escolher um curso considerado de maior prestígio como Medicina, Direito, Engenharia?

Será que nós temos que aceitar o valor atribuído ao curso de Letras, ao curso de Linguística pelo mercado acadêmico?

Ao mesmo tempo que há um debate, em que há um certo desprezo pelo curso de Letras, pelo curso de Linguística, ao mesmo tempo as questões sobre linguagem apaixonam a sociedade.

A linguagem é uma coisa onipresente na vida de todos nós.

A linguagem paixona porque nos acompanha em todos os fatos de nossa vida.

A exploração da polissemia da língua pela mídia, de certa forma a poesia está dentro
desse lugar [do fazer] da linguagem.

Sobre a linguagem do personagem Analista de Bagé de Luis Fernando Veríssimo.

Ridicularizar a forma de falar de uma pessoa é admitir a própria identidade da pessoa.

O preconceito linguístico existe, é regional, social …

 

 

comentários
  1. angelinoneto disse:

    Saudações!
    Aí sim, eu concordo que exista um tipo de “preconceito linguístico”, pessoas que ignoram e desconhecem os cursos de Letras e Linguística e fazem pouco caso para eles. Uma opção para quem “não conseguiu entrar em um bom curso”. Não existe melhor “conceito” do que este! Perdoem o trocadilho! Quanto ao que fala o Analista de Bagé! Isso é apenas uma questão de gosto! Tché! Eu, naturalmente falo também com esse sotaque e alguns gostam, outros não! O que seria do azul se não fosse o “rosa”?
    Um abraço!

  2. pirosferacandida disse:

    Também tivemos uma excelente aula com o professor Fiorin por aqui. Vozeirão, não é mesmo?😉

  3. […] Além do mais, se cada pessoa desenvolvesse e usasse regras de escrita próprias ou se limitasse a regras em desuso ou obsoletas para falar e escrever, as interações e a compreensão seriam dificultadas. É com a finalidade de possibilitar a comunicação que se estabelecem padrões para a variedade escrita de uma língua, os quais não deveriam ser confundidos com as diferentes variedades de fala. O emprego adaptado das variedades da língua às situações, ao público e às necessidades comunicativas, dentre outros aspectos, demonstra habilidade e conhecimento linguístico. Refiro-me a uma flexibilidade a ser desenvolvida por muitos de nós, a qual passa primeiro pela compreensão e depois pelo abandono de preconceitos linguísticos. Preconceitos que, assim como muitos outros julgamentos prévios, são consequência do culto a valores burgueses, dentre os quais, está também o consumismo ilustrado na tira de Luis Fernando Veríssimo e a desvalorização dos cursos de Letras e Linguística, abordada no artigo Afinal, pra servem os cursos de Letras e Linguística? […]

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