Arquivo de janeiro, 2014

 1. Tema Livre
Edição: Junho de 2014
Data final para submissão de artigos: 03 de março de 2014
Organizadores:  Aleria Lage, Marcia Damaso Vieira e Gean Damulakis

2. Línguas Indígenas Brasileiras
Edição: Dezembro 2014
Data final para a submissão de artigos: 31 de agosto de 2014
Organizadores: Bruna Franchetto & Andrew Nevins

3. Aquisição da Linguagem
Edição: Junho 2015
Data final para a submissão de artigos: 03 de março de 2015
Organizadores: Aniela Improta França e Marcus Maia

COMO E PARA ONDE ENVIAR:

Submissões pela página http://www.revistalinguistica.letras.ufrj.br

Arquivo 1: identificação do autor (nome, titulação, função e/ou cargo, unidade e departamento, endereço eletrônico, telefones para contato; identificação de coautores (nome, titulação, função e/ou cargo, unidade e departamento, endereço eletrônico).

Arquivo 2: Artigo completo, porém sem a identificação do autor e coautores.

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Na edição temática do primeiro semestre de 2014, a Revista Raído: ISSN 1984-4018, avaliada como B1, vai abordar o Estágio Supervisionado nas licenciaturas. O volume tematizará contribuições de abordagens teóricas e metodológicas, desenvolvidas na Linguística Aplicada, para os estágios supervisionados obrigatórios das licenciaturas, os quais serão concebidos como contextos de investigação científica nos estudos da linguagem.

Os artigos científicos devem focalizar a construção de objetos de pesquisa (inter/trans)disciplinares, informados pelo trabalho com a linguagem na formação inicial de professores, podendo considerar possíveis articulações dessa disciplina acadêmica com a educação básica. Serão concebidos como dados de pesquisa textos acadêmicos (nas modalidades falada e escrita da língua), materiais didáticos, documentos oficiais, além de outros usos da linguagem no referido contexto de instrução.
Serão aceitos textos em português, inglês, espanhol e francês. A organização do volume ficará a cargo de Adair Vieira Gonçalves (UFGD/CNPq) e Wagner Rodrigues Silva (UFT/CAPES).

Wagner Rodrigues Silva

Universidade Federal do Tocantins – UFT
Campus Universitário de Araguaína
Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura
Mestrado e Doutorado

Site da revista: http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/Raido/index

Há quem considere pobre a redação que começa com a citação de definições de dicionário, sobretudo se a produção textual tem finalidade acadêmica. Não concordo muito com essa percepção, pois não vejo tanta inconveniência na exploração dos significados das palavras ou de sua etimologia, por exemplo, para apresentar uma discussão que envolve o sentido de termos linguísticos na constituição de certos conceitos que circulam por aí, na vida prática. É aqui que entra a questão do rolezinho que tanto tem “causado” nos últimos dias.

Para não fugir da minha linha de argumentação, eis o que se encontra na versão online do dicionário português Priberam a respeito da palavra rolé (o radical do qual deriva rolezinho): é um substantivo do gênero masculino; provavelmente originário da língua francesa (do verbo rouler que quer dizer rodar); encontra-se ainda com a grafia rolê; todavia, no Brasil o termo é usado em linguagem informal e é definido como “Volta ou passeio para lazer”; compõe expressões como “dar um rolê” e “sair de rolê”, ambas com sentido de dar uma volta ou passear.

Todos os verbos atrelados ao significado de rolé envolvem traços de movimento: rodar, voltear, passear. Indo mais além na análise, podemos considerar que os movimentos envolvidos são os de ir e vir. Vejam que curioso, além de verbos do português brasileiro, IR e VIR são direitos assegurados pela constituição brasileira. Então qual é o problema percebido no rolezinho?? Uma resposta possível encontramos no texto O direito constitucional de dar um rolé, postado no Blog da Cidadania.

E não poderia deixar de compartilhar a melhor definição de rolezinho que encontrei na mídia, através das palavras da antropóloga Rosana Pinheiro-Machado em entrevista para o site UOL São Paulo:

É a ocupação de um templo do consumo. O objetivo é justamente o consumo. Tudo começou como distração e diversão: se arrumar, sair, se vestir bem. Existe toda uma relação com as marcas e com o consumo, num processo de afirmação social e apropriação de espaços urbanos. Ir ao shopping é se integrar, pertencer à sociedade de consumo.

Na entrevista obtida por Marcelle Souza, a professora da Universidade de Oxford (Inglaterra) afirma que a proibição de rolezinhos nada mais é do que apartheid em pleno século XXI dentro de um país que dizem ser democrático !?! Em 2008 aconteceu situação semelhante após a inauguração de um shopping na zona sul de Curitiba. Na época a barreira foi imposta aos chamados “calçudos”, jovens residentes na periferia e alguns ligados ao movimento hip hop. Como foram convidados a se retirar depois de invadirem o estabelecimento para exercer seu direito de ir e vir (era um prenúncio do atual rolezinho), passaram a se reunir em massa na frente do shopping nos finais de semana. Para defender os limites externos do mais novo templo do consumo curitibano é claro que a polícia foi chamada e aí todo mundo pode imaginar o fim da história.

Interessantes esses movimentos de ocupação do espaço social, urbano… Para quem questiona se há política envolvida digo que sim. Basta tomar por exemplo o sentido figurado da palavra, como forma de conduzir questões particulares para atender a um desejo, neste caso, o compartilhamento de espaços públicos e a visibilidade social, conforme ouvi de um comentarista da rádio Band News.

Rolezinho | s. m. (fr roulé), diminutivo de rolé ou rolê.
1. Diminuta mesmo é a postura do empresariado e de parcela da sociedade que apoia essa forma de segregação racial, social.
2. O pior de tudo é classificar a  juventude como irresponsável, inconsequente e alienada.
 3. Exemplos de uso:
O rolezinho é bom para pensar o Brasil (zerohora.clicrbs.com.br)
Caros leitores,

A Domínios de Lingu@gem publicará um número especial em 2014:
"Migração, linguagem e subjetividade". Artigos podem ser enviados para a revista até 30/04/2014. 
A ementa segue abaixo.

DR Guilherme Fromm
UFU
revistadominios@ileel.ufu.br
Crédito: stockfreeimages.com

Crédito: stockfreeimages.com

 
Número especial 2014 - Migração, linguagem e subjetividade

Um dos efeitos da globalização é a intensificação dos movimentos
migratórios. Impulsionadas pelas mais variadas razões, pessoas deixam sua terra
natal para viverem em outro país, qualificado como “de acolhida”.
Nessa empreitada, o contato com o estrangeiro parece ser o que se afigura como
sendo mais desafiador. Esse contato pode se materializar de forma mais pungente
no processo de se ver falado e falar a língua do outro, estrangeira. Acomodar o 
novo sem abrir mão das ancoragens que constituem aquele que migra, enfrentar o 
diferente, incorporá-lo ou não, estranhar-se diante do estranho que 
surpreendentemente parece familiar, confirmar ou desconstruir estereótipos são
algumas das empreitadas com as quais o sujeito que migra se vê envolvido. 
Aquele que “acolhe”, designado “nativo”, também se vê afetado pelos movimentos
migratórios, em especial, no que diz respeito à língua que ele acredita seja sua,
língua “primeira” que recebe os efeitos da hibridização e da pluralidade culturais.
O pressuposto, portanto, que embasa a temática proposta para este número é que os
acirrados movimentos migratórios, característicos de um mundo imerso na 
globalização, acarretam desdobramentos para a subjetividade dos imigrantes e 
daqueles que os recebem. Em especial, interessa-nos incrementar a discussão da 
função da língua e da linguagem nessa problemática. A relevância da proposição 
está em congregar pesquisas que refletiram acerca dos efeitos dos processos 
migratórios na subjetividade dos migrantes e nos processos de ensino e aprendizagem
de línguas materna e estrangeira. Dessa forma, este número acolherá trabalhos que
se inscrevam em perspectivas teórico-metodológicas diversas a partir das quais a
temática em tela seja contemplada.

Migration, Language and Subjectivity

One of the effects of globalization is the rising in the migration
movements. Impelled by a variety of reasons, people leave behind their
native land to live in another country, nominated as “receiving
country”. The most challenging part in this process seems to be
encountering and facing the stranger. This encounter can be poignantly
materialized in the process in which migrants are talked about and speak themselves in
the other’s language, that is, in the stranger’s idiom. 
Accommodating the new without leaving behind the migrant’s ties to home, confronting
what is different and then assimilating it or not, marvelling at the strangeness of the
stranger while at the same time finding him surprisingly familiar and confirming or 
dismantling stereotypes are some of the tasks a migrant faces. The person who “receives” 
the migrant, denominated “native”, also is affected by migration, especially with regard 
to the language he or she believes to be theirs, their “mother tongue”, which is affected 
by hybridization and cultural plurality. We are considering migration as any experience of 
human mobility between countries, concerning both sending and receiving people not only for
extended periods, but also for short periods of time, as for studying or work.

The premise of this present issue is that the escalation in migration
movements, a consequence of globalization, brings with it  developments not only in migrants’
subjectivity but also in that of the natives who receive them. With these developments in mind,
it is especially interesting to consider the influence and the role of language in the process. 
The relevance of this proposal is found in gathering works that discuss the effects of 
migration on the subjectivity of migrants and on the teaching and learning mother and foreign
languages. Therefore, this issue welcomes research from diverse theoretical and methodological 
perspectives in order to consider the subject presented.

Migration, langage et subjectivité
L’un des effets de la mondialisation est l’intensification des
mouvements migratoires. Motivées par des raisons diverses et variées,
certaines personnes quittent leur terre natale pour vivre dans un autre pays, qualifié 
« d’accueil ». Dans ce processus, le contact avec l’étranger semble être l’aspect le plus
compliqué. Ce contact peut se matérialiser de façon plus significative à travers le fait
que l’on nous parle et que l’on doit parler dans la langue de l’autre, étrangère. S’accommoder
au nouveau sans abandonner les ancrages qui le constituent, faire face à ce qui est différent,
l’incorporer ou pas, s’étonner face à l’étranger qui paraît singulièrement familier,
confirmer ou déconstruire des stéréotypes sont quelques unes des tâches dans lesquelles l’individu
migrant se voit impliqué. Celui qui «accueille », appelé « natif », se voit également affecté par
les mouvements migratoires, en particulier en ce qui concerne la langue qu’il croit être la sienne,
« première » langue, qui reçoit les effets de l’hybridation et de la pluralité culturelles. Aussi,
le présupposé sur lequel se base la thématique proposée dans ce numéro est que les mouvements
migratoires intenses, caractéristiques d’un monde immergé dans la mondialisation, entraînent des
conséquences pour la subjectivité des immigrants et de ceux qui les reçoivent. Nous souhaitons 
notamment développer la discussion au sujet de la fonction de la langue et du langage dans cette
problématique. L’intérêt de cette proposition est de rassembler des recherches sur les effets des
processus migratoires dans la subjectivité des migrants et dans les processus d’enseignement et 
d’apprentissage des langues maternelles et étrangères. Ainsi, ce numéro regroupera des travaux 
s’inscrivant dans des perspectives théorico-méthodologiques variées, à partir desquelles la 
thématique - en question sera contemplée.

Guilherme Fromm - Editor
Domínios de Lingu@gem
http://www.seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem
Aberta a submissão de artigos para os números de 2014

A Revista Texto Livre recebe submissões de artigos, resenhas e ensaios de tema livre para os dois
números de 2014:

- até 5 de março para o número de outono;
- até 5 de agosto para o número da primavera.

A Revista Texto Livre: linguagem e tecnologia, ISSN 1983-3652, é uma publicação científica
semestral do Grupo Texto Livre (www.textolivre.org), da Faculdade de Letras da UFMG, e visa à
publicação de textos inéditos sobre Linguística, Educação (inclusive Educação a Distância), 
Cultura Livre, Software Livre, Tecnologia da Informação e, sobretudo, abordagens interdisciplinares.
Ela recebe textos em português, inglês, espanhol, francês e italiano, que são submetidos à 
avaliação do Conselho Editorial, segundo as normas para contribuições. Sua maior classificação
pela Capes atualmente é B3 na área Interdisciplinar.
As diretrizes para os autores podem ser encontradas no seguinte endereço:
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Atenciosamente,
Comissão editorial
Texto Livre: Linguagem e Tecnologia - ISSN 1983-3652 
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Convocation: Open submission of articles for 2014 issues

The Texto Livre Journal receives submission of free theme articles, reviews and essays for 
two issues of 2014:

- up to March 5 for the autumn issue;
- up to August 5 for the spring issue.

The Texto Livre Journal: linguagem e tecnologia, ISSN 1983-3652, is a biannual scientific publication of
Texto Livre Group (www.textolivre.org), of the Faculty of Letters of the Federal University of Minas
Gerais - UFMG, and aims to publish unedited texts about Linguistics, Education (including Distance
Education), Free Culture, Free Software, Information Technology and, above all, interdisciplinary approaches.
It receives texts in Portuguese, English, Spanish, French and Italian, which are submitted to the evaluation
of the Editorial Board, according to the rules for contributions. His highest rating currently is B3 in
Interdisciplinary area by Capes. Guidelines for authors can be found at the following address:
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Regards,
editorial Board
Texto Livre: Linguagem e Tecnologia - ISSN 1983-3652 
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Está abierta la sumisión de artículos a los números de 2014

La Revista Texto Livre recibe sumisiones de artículos, reseñas y ensayos de tema libre para los 
dos números de 2014:

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publicar textos inéditos sobre Linguística, Educación (incluyendo Educación a Distancia), Cultura Libre,
Software Libre, Tecnología de la Información y, en especial, abordajes interdisciplinarios. Ella recibe
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Editorial ,según las normas para contribuciones. Su calificación más alta por Capes actualmente es de B3
en el área Interdisciplinaria. Instrucciones para los autores se puede encontrar en:
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Atentamente,
Comisión editorial
Texto Livre: Linguagem e Tecnologia - ISSN 1983-3652 
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Appel à communication: soumission d'article aux numéros de 2014

La Revue Texto Livre accepte les soumissions d'articles, de comptes 
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- jusqu'au 5 mars pour le numéro de l'automne;
- jusqu'au 5 août pour le numéro de printemps.

La revue Texto Livre: linguagem e tecnologia, ISSN 1983-3652, est une publication scientifique semestrielle
du Groupe Texto Livre, de la Faculté de Lettres de l'Université Fédéral de Minas Gerais (UFMG), et vise à
publier des travaux relevant du champ diversifié de la Linguistique, de l'Éducation (y compris l'Enseignement
à Distance), de la Culture Libre, du Logiciel Libre, de la Technologie de l'information et des approches
interdisciplinaires en particulier. Elle reçoit textes en portugais, anglais, espagnol, français et italien, 
qui sont soumis anonymement, pour évaluation, à deux membres compétents du conseil scientifique, selon les
règles relatives aux contributions. Sa classification est B3 par Capes actuellement dans le domaine
Interdisciplinaire. Les directrices pour les auteurs peuvent être trouvés à l'adresse:
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(la langue peut être sectionnée sur le menu de droite du site).

Cordialement,
Comité de rédaction
Texto Livre: Linguagem e Tecnologia - ISSN 1983-3652 
http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/

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Aperta la sottomissione di articoli per i numeri di 2014

Il Periodico Texto Livre accoglie sottomissioni di articoli, recensioni e saggi su qualsiasi argomenti per 
due numeri in 2014:

- fino al 5 marzo per il numero di autunno;
- fino al 5 agosto per il numero di primavera.

Il periodico Texto Livre: Linguagem e Tecnologia, ISSN 1983-3652, è una pubblicazione scientifica 
semestrale del Gruppo Texto Livre (www.textolivre.org), della Facoltà di Lettere dell’UFMG, e mira a
pubblicare articoli originali su Linguistica, Educazione (compreso Educazione a Distanza), Cultura Libera, 
Software Libero, Tecnologia dell’Informazione e, soprattutto, approcci interdisciplinari in particolare.
Essa ottiene testi in portoghese, inglese, spagnolo, francese e italiano, che sono sottomessi alla 
valutazione del Consiglio Editoriale secondo le regole per le contribuzioni. Suo punteggio più alto 
attribuito per la Capes adesso è B3 in ambito interdisciplinare.

Linee guida per gli autori sono disponibili all'indirizzo:
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Cordiali saluti,
Commissione Editoriale
Periodico Texto Livre: Linguagem e Tecnologia - ISSN 1983-3652 
http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/textolivre/
Revista Texto Livre: Language And Technology
http://periodicos.letras.ufmg.br/
E-mail: revistatextolivre@letras.ufmg.br

Foto drummond

Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.

A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.

(Carlos Drummond de Andrade)

En savoir plus: Scoop.itPer linguam

Sortiraparis La Semaine de la langue française et de la Francophonie 2014 Sortiraparis La Semaine de la langue française et de la Francophonie revient, du 15 au 23 mars 2014, pour son édition 2014 avec plus de 1500 événements et mettra en lumière…

En lire plus: www.sortiraparis.com

Na dúvida entre a poesia e o humor, amontoei umas palavras para falar dos dois ao mesmo tempo. Assim veio esta poesia com pretensão de piada:

riso

A poesia da piada
tem rima e risada
de português,
de loira,
do Joãozinho,
de internetês,
da presidenta,
do Ronaldinho.
A poesia dá piada,
sem rir dá nada,
dá conversa fiada,
dá verso com gargalhada.

Para quem se interessa por história da literatura brasileira e seus enlaces com a educação, recomendo a leitura do texto “A alfabetização por grandes autores” de Leon Sanguiné, publicado no jornal Diário Popular de Pelotas (RS) em 01/01/2014. O texto destaca o trabalho de uma pesquisadora que recupera a produção de escritores gaúchos voltada para alfabetização.

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A alfabetização por grandes autores

Descobertas de pesquisadora pelotense reabrem discussão sobre a alfabetização brasileira

Cristina Maria Rosa encontro Meu ABC, cartilha de alfabetização escrita por Érico Veríssimo (Foto: Paulo Rossi - DP)

Cristina Maria Rosa encontro Meu ABC, cartilha de alfabetização escrita por Érico Veríssimo (Foto: Paulo Rossi – DP)

Antes do século 20 a literatura infanto-juvenil brasileira não era verde e amarela. Majoritariamente constituídos de traduções de estrangeiros para o português da terra de Pedro Álvares Cabral, os livros chegavam ao Brasil apenas após todo este processo, com alto preço e destinados a poucos. Não havia no país editoras especializadas ou que dessem atenção às produções brasileiras dedicadas ao público infantil.

O lançamento, em 1921, de A menina do narizinho arrebitado por Monteiro Lobato mudaria historicamente estes rumos. O Estado Novo de Getúlio Vargas, entre os anos 1930 e 1940, representou um período paradoxal de ao mesmo tempo tensa ditadura e aproximação com os regimes autoritários de Alemanha e Itália e desenvolvimento econômico e cultural. Este último ocasionou grande demanda por literatura, materializada em livros estrangeiros, nacionais e locais. Surgiu um grupo de autores responsável por obras de grande qualidade narrativa e literária. Érico Verissimo entre eles. Além de ter trazido ao mundo maravilhas como O tempo e o vento, Música ao longe e Luis Fernando Verissimo, o escritor gaúcho também foi mestre em escrever para os pequenos.

Dentre tantas produções do autor neste gênero – foram 11 obras entre 1935 e 1939 lançadas pela Editora Globo -, uma destas foi esquecida. Meu ABC, que não tem a assinatura de Érico, mas sim do boneco Nanquinote, passou décadas perdido em meio à Biblioteca Lucília Minssen, da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre e não era de conhecimento nem mesmo do filho do autor. Até que a pesquisadora Cristina Maria Rosa o resgatou, após incessante busca pelo Rio Grande do Sul.

Onde está meu ABC?
Cristina documentou toda essa pesquisa em um livro, lançado no ano passado pela editora da UFPel e contando ainda com os 25 vocábulos presentes no abecedário de Érico Verissimo. A autora de Onde está meu ABC? conta que o processo de descoberta foi possível através de uma ampla rede de informações, como Acervo Literário Érico Verissimo (ALEV), hoje depositado no Instituto Moreira Sales. [continue lendo…]