A alfabetização no Brasil

Publicado: janeiro 3, 2014 em Leitura
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Para quem se interessa por história da literatura brasileira e seus enlaces com a educação, recomendo a leitura do texto “A alfabetização por grandes autores” de Leon Sanguiné, publicado no jornal Diário Popular de Pelotas (RS) em 01/01/2014. O texto destaca o trabalho de uma pesquisadora que recupera a produção de escritores gaúchos voltada para alfabetização.

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A alfabetização por grandes autores

Descobertas de pesquisadora pelotense reabrem discussão sobre a alfabetização brasileira

Cristina Maria Rosa encontro Meu ABC, cartilha de alfabetização escrita por Érico Veríssimo (Foto: Paulo Rossi - DP)

Cristina Maria Rosa encontro Meu ABC, cartilha de alfabetização escrita por Érico Veríssimo (Foto: Paulo Rossi – DP)

Antes do século 20 a literatura infanto-juvenil brasileira não era verde e amarela. Majoritariamente constituídos de traduções de estrangeiros para o português da terra de Pedro Álvares Cabral, os livros chegavam ao Brasil apenas após todo este processo, com alto preço e destinados a poucos. Não havia no país editoras especializadas ou que dessem atenção às produções brasileiras dedicadas ao público infantil.

O lançamento, em 1921, de A menina do narizinho arrebitado por Monteiro Lobato mudaria historicamente estes rumos. O Estado Novo de Getúlio Vargas, entre os anos 1930 e 1940, representou um período paradoxal de ao mesmo tempo tensa ditadura e aproximação com os regimes autoritários de Alemanha e Itália e desenvolvimento econômico e cultural. Este último ocasionou grande demanda por literatura, materializada em livros estrangeiros, nacionais e locais. Surgiu um grupo de autores responsável por obras de grande qualidade narrativa e literária. Érico Verissimo entre eles. Além de ter trazido ao mundo maravilhas como O tempo e o vento, Música ao longe e Luis Fernando Verissimo, o escritor gaúcho também foi mestre em escrever para os pequenos.

Dentre tantas produções do autor neste gênero – foram 11 obras entre 1935 e 1939 lançadas pela Editora Globo -, uma destas foi esquecida. Meu ABC, que não tem a assinatura de Érico, mas sim do boneco Nanquinote, passou décadas perdido em meio à Biblioteca Lucília Minssen, da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre e não era de conhecimento nem mesmo do filho do autor. Até que a pesquisadora Cristina Maria Rosa o resgatou, após incessante busca pelo Rio Grande do Sul.

Onde está meu ABC?
Cristina documentou toda essa pesquisa em um livro, lançado no ano passado pela editora da UFPel e contando ainda com os 25 vocábulos presentes no abecedário de Érico Verissimo. A autora de Onde está meu ABC? conta que o processo de descoberta foi possível através de uma ampla rede de informações, como Acervo Literário Érico Verissimo (ALEV), hoje depositado no Instituto Moreira Sales. [continue lendo…]

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