Poesia de linguista

Publicado: fevereiro 23, 2014 em Textos inVersos & prosa
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GIZ

Não sou eu que escrevo. Escravo,
lavro este chão que não semeio.
Servo do verso, não o tenho
— faço ele vir como me veio

Não sou a luz. Espelho, espalho
a de outro sol que em mim se escoa.
Nem tenho a língua, só a voz,
vale por onde a língua ecoa.

Não sou eu que escrevo. Transcrevo
— tem algo maior que me guia.
Tímido giz, frágil me arrisco
nos quadros negros da Poesia.

Marcos Bagno. In: Vaganau.
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