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A história da escrita recebe mais um capítulo em terras chinesas!

Recente descoberta arqueológica na China (em Zhuangqiao, na cidade de Pinghu, Província de Zhejiang) pode ser considerada a maior feita até hoje. Dentre  objetos retirados de um túmulo estão símbolos e parte de um texto original que deve ter em torno de 5000 anos, o qual mostra como os homens da cultura Liangzhu iniciaram a usar uma forma de escrita, prática que levou a nação chinesa à era da civilização.

O professor Li Boqian, especialista em cronologia de dinastias antigas do Instituto de Arqueologia e de Museologia da Universidade de Pequim, afirmou que as inscrições descobertas desta vez contém signos que podem ser interligados para formar frases, assim se diferenciando de outras em que os símbolos aparecem isolados.

Conforme os relatórios, há símbolos gravados em traços pouco profundos com estilo um pouco diferente sobre os dois machados de terra desenterrados; o estilo de outros símbolos é parecido, comprovando uma certa padronização na gravura e no traços desses elementos gráficos.

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Découverte de textes encore plus anciens que les jiaguwen dans le Zhejiang

( le Quotidien du Peuple en ligne )

11.07.2013 à 15h34

Une découverte archéologique majeure vient d’être faite à Zhuangqiao, dans la ville de Pinghu, dans la Province du Zhejiang : sur des objets extraits d’une tombe figurent un grand nombre de symboles et une partie d’un texte original dont les experts pensent que c’est le plus ancien jamais découvert en Chine à ce jour. Il daterait d’il y a environ 5 000 ans et montre que les hommes de la culture de Liangzhu ont alors commencé à utiliser une forme d’écriture, faisant entrer la nation chinoise dans l’ère de la civilisation.

Les experts estiment que ces symboles exhumés d’une tombe de la culture Liangzhu à Zhuangqiao sont en effet le texte original de loin le plus ancien découvert en Chine. Li Boqian, professeur à l’Institut d’archéologie et de muséologie de la Peking University et expert en chef d’Etat en chronologie des dynasties anciennes, a dit avec une grande joie que ce texte original, à la différence d’autres inscriptions où les symboles apparaissent isolés, contient des signes qui peuvent être reliés entre eux pour former des phrases.

En lire plus: http://french.peopledaily.com.cn/Culture/8322212.html.

Interessante para revisores, professores de português brasileiro, escritores, redatores e todos que se envolvem com a produção e leitura de textos.

Citações ilustradas por um designer, um jeito interessante de combinar imagens e conteúdos. Imagino este material em uma aula de leitura e produção de textos em língua inglesa, pois teria muito o que explorar com os alunos. Fica aqui uma sugestão para trabalhar língua estrangeira através do gênero textual cartaz  ou poster na sala de aula.

Ouvidoria

O designer Ryan McArthur elegeu alguma citações das mais interessantes, verdadeiros clássicos, e criou posters minimalistas, sensíveis e inteligentes. Para descansar e arejar a mente.

edison

fyodor

leo

marcus

ralph

rumi

Ver o post original

Le blogue et l’apprentissage de l’écriture

Le blogue comme outil de développement de la compétence à écrire au primaire: identifier son intention d’écriture pour mieux se faire comprendre

Via Scoop.itAcquisition de l’écriture

par Stéphane Allaire, Pascale Thériault, Evelyne Lalancette, Vincent Gagnon, Université du Québec à Chicoutimi.

L’écriture, une compétence complexe à développer de façon stratégique

L’écriture est une compétence cruciale pour la réussite scolaire et l’émancipation en société d’un individu. Or, écrire est un acte complexe qui exige l’organisation et la réorganisation, et la mobilisation et la construction de connaissances, tant sur l’écriture que sur le monde (…)

En lire plus: rire.ctreq.qc.ca

ler é dificil

Quantos professores deparam-se com alunos que apresentam dificuldades de leitura não resolvidas na fase de alfabetização?

Quantos estudantes chegam à fase adulta e atuam profissionalmente tendo que driblar essas dificuldades sem saber exatamente do que se trata?

Quantas percepções leigas e diagnósticos são produzidos de forma equivocada sobre déficit de leitura?

Quantos estigmas estão por aí incrustados na vida de quem tem dificuldades de leitura e não recebeu o devido apoio para superá-las?

Com a leitura de coluna desta semana da revista Veja – As pupilas da sra. Irlen, assinada por Claudio de Moura Castro – recordei-me de reflexões em torno dos questionamentos acima expostos, muitos dos quais fizeram parte das discussões de que participei no núcleo de pesquisa “Aquisição e Funcionamento da Linguagem: implicações para a clínica fonoaudióloga”, da Universidade Tuiuti do Paraná durante o ano de 2009.

O que me proponho a destacar é que quando alguém apresenta dificuldade de leitura, o déficit a princípio pode ser tomado como dislexia que, em linhas gerais (pois são abundantes as nomenclaturas e definições na literatura), trata-se de um problema cognitivo de rendimento inferior da habilidade de leitura em relação à idade, inteligência e escolaridade da pessoa (FARIA, 2013), uma desordem da leitura de palavras e da fluência da leitura,  uma disfunção intelectual para a leitura.

Como sempre há o outro lado da história, há casos que podem ser explicados por um problema oftalmológico denominado síndrome de Irlen e assim definido:

A Síndrome de Irlen (S.I.) é uma alteração visuoperceptual, causada por um desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz que produz alterações no córtex visual e déficits na leitura. A Síndrome tem caráter familiar, com um ou ambos os pais também portadores em graus e intensidades variáveis. Suas manifestações são mais evidentes nos períodos de maior demanda de atenção visual, como nas atividades acadêmicas e profissionais que envolvem leitura por tempo prolongado, seja com material impresso ou computador (MAGALHÃES, 2013).

A psicóloga Helen Irlen foi quem descobriu a síndrome que, dentre outras características, envolve o desordenamento da movimentação das pupilas. No Brasil, o Hospital de Olhos de Minas Gerais conta com uma equipe de oftalmologistas que se dedica à pesquisa da patologia, ao esclarecimento de profissionais de diferentes áreas sobre a questão e ao desenvolvimento de programa para tratamento dos casos.

Para os portadores da síndrome de Irlen, as letras do texto tremem, pulsam e até desaparecem.

Para os portadores da síndrome de Irlen, as letras do texto tremem, pulsam e até desaparecem.

Implicações decorrentes da falta de identificação correta desse problema que limita o processo de aprendizagem são, por exemplo, o diagnóstico equivocado de casos de Dislexia, DTA e TDAH, a indicação de medicamentos desnecessários, o comprometimento da vida escolar e profissional dos portadores, a percepção inconsciente do portador em relação às suas dificuldades de leitura, como alerta a Dra. Marcia Guimarães, para quem as disfunções aparecem muito mais quando se lê:

(…) sob excesso de luzes fluorescentes, contraste, cores fortes, muito volume de texto por página, letras menores e impressão em papel brilhante. O mais preocupante é que esta é exatamente a situação em que se aplica a prova do ENEM – centenas de estudantes com Síndrome de Irlen não identificada terão seu desempenho prejudicado pelo estresse visual e hipersensibilidade à luz, cansaço progressivo e dificuldade de manter a atenção por tempo prolongado, com erros na transferência de gabaritos e falta de compreensão por déficits na eficiência visual.

Para conhecer mais sobre o assunto, acesse: http://www.dislexiadeleitura.com.br

Une fois, j’ai assisté à une conférence sur combien de langues nous pouvons parler. L’orateur a souligné des aspects tels que l’interlangue, le bilinguisme, le multilinguisme, la politique linguistique. Une autre fois, un professeur m’a démandé de traduire un texte écrit en plusieurs langues et un autre avec des mots “mélangés”. J’ai compris beaucoup de choses, même sans connaître toutes les langues utilisées.

Pour en savoir plus sur l’apprentissage des langues: Comment les bilingues passent-ils d’une langue à l’autre ?
Par Agnès Roux, Futura-Sciences

Les personnes bilingues peuvent facilement jongler entre deux langues. Une étude montre qu’elles seraient capables de distinguer deux systèmes de sons différents et de les manipuler en fonction de leur interlocuteur.

Loin d’être un handicap, le bilinguisme est un atout pour le développement du cerveau. La plupart des spécialistes s’accordent à reconnaître ses bienfaits pour la croissance de l’enfant. Une équipe américaine a par exemple mis en évidence la capacité des enfants bilingues à s’adapter plus rapidement aux changements.

Les personnes ayant été baignées tôt dans un univers multilingue peuvent facilement jongler d’une langue à l’autre sans s’emmêler les pinceaux. Il est fascinant d’observer de jeunes individus naviguer parfaitement entre deux langues, sans hésitation et avec une maîtrise parfaite de l’accent.

Selon cette étude, les bilingues seraient capables de classer les différentes langues par systèmes de sons.
Selon cette étude, les bilingues seraient capables de classer les différentes langues par systèmes de sons. © clappstar, Flickr, cc by nc nd 2.0

Depuis de nombreuses années, les scientifiques se demandent comment le cerveau effectue les transitions linguistiques avec tant d’aisance. Sur ce sujet, deux courants de pensée s’affrontent. Les uns pensent que les bilingues possèdent une « case » cérébrale pour chaque langage. Les autres suggèrent, au contraire, que les deux langues sont mélangées et que les bilingues s’ajustent à chacune d’elles en rééquilibrant les sonorités. Des chercheurs de l’université d’Arizona viennent de trancher sur ce sujet. Dans leur étude, publiée dans la revue Psychological Science, ils avancent que les deux langues sont organisées par sons. Ainsi, par exemple, le « r » roulé espagnol et le « h » aspiré à l’anglaise seraient rangés dans des cases spécifiques du cerveau, accessibles quand nécessaire.

Les bilingues sautent facilement d’une langue à l’autre

Pour leurs expériences, les chercheurs ont étudié 32 bilingues anglo-espagnols ayant appris leur deuxième langue avant l’âge de 8 ans. Ils leur ont fait écouter deux mots : « bafri » et « pafri ». Ces derniers ne sont pas signifiants, et changent uniquement par leur première syllabe, « ba » ou « pa ». Or, lorsqu’un hispanique prononce ces mots, à l’écoute, la différence phonétique est très subtile, et donc difficile à détecter pour une personne uniquement anglophone (et donc ne parlant pas espagnol). Par cette étude les chercheurs ont voulu tester la capacité des bilingues à différencier ces deux sons.

Les participants ont été séparés en deux groupes. Dans l’un, les chercheurs ont prévenu le premier que les mots seraient prononcés à l’espagnole, c’est-à-dire en accentuant sur le « r ». Pour le deuxième, ils leur ont expliqué que les mots seraient énoncés avec la prononciation anglaise. Enfin, les auteurs leur ont demandé si la première syllabe était un « ba » ou un « pa ».

Deux systèmes de sons rangés dans le cerveau

Les résultats montrent que les participants perçoivent différemment les mots s’ils ont une sonorité anglaise ou espagnole. Cela montre que les bilingues sont capables de trier les sons provenant de deux langues différentes. « Si on les positionne en mode “anglais”, ils agissent comme anglophones, et si on les place en position “espagnol”, ils se comportent alors comme des hispanophones », résume Andrew Lotto, directeur de cette étude. Leur façon d’assembler et de prononcer les mots serait donc influencée par le monde qui les entoure.

La plupart des gens pensent que les différences majeures entre les langues sont la grammaire et les mots. Or, cette étude suggère que la véritable dissemblance vient des sons. Les personnes qui apprennent un deuxième langage sur le tard seraient déjà imprégnées des sons de leur langue maternelle et auraient alors beaucoup de mal à s’en défaire. « C’est pour cette raison que ces personnes ont très souvent un accent dans une langue étrangère », conclut le spécialiste.

Aos poucos vou postar os trabalhos que fiz e foram publicados em diferentes momentos desde que comecei minhas investidas como pesquisadora. Segue aqui uma mostra de artigo que escrevi em parceria com a professora Drª Eliana da Silva Tavares, no período em que fui bolsista voluntária de iniciação científica do projeto “A Bela e a Fera: uma perspectiva de ensino ou A língua materna na escola” na FURG.

Questões sobre língua materna: da concepção ao ensino.

A propaganda da suposta “dificuldade” da língua é o arame farpado mais poderoso para bloquear o acesso ao poder. (Gnerre, apud Marcos Bagno)

Este artigo tem o propósito de discutir questões concernentes ao processo de ensino/aprendizagem de língua materna, tais como (a) a relevância da concepção de língua, (b) os efeitos decorrentes dessa concepção no tipo de ensino pretendido e (c) os objetivos traçados para o mesmo. A opção por esses aspectos não é fortuita, pois deve-se a questionamentos surgidos no transcorrer das aulas de Linguística II (que tem seu programa direcionado justamente ao ensino de língua materna), cuja principal dúvida exposta pelos professores em formação refere-se à suposta “necessidade” de ensinar conteúdo gramatical de natureza normativa.

Leia a íntegra em: ROSA, C. E. S., TAVARES, E. S. Questões sobre língua materna: da concepção ao ensino. Artexto (FURG). , v.13, p.95 – 99, 2002.