Arquivo da categoria ‘Metaposts’

Para quem acompanha as publicações do blog mundotexto, pode parecer evidente o quanto gosto de produzir ou republicar textos em que a significação linguística seja trabalhada de uma maneira inovadora. Isto explica minha predileção por questões de:

– metalinguagem (quando usamos a língua ou outras modalidades de linguagem para falar dela mesma, como estou fazendo agora);

– construção de sentidos em charges, cartoons, textos humorísticos, histórias em quadrinhos, mensagens e/ou dizeres que circulam na web (nesses gêneros textuais geralmente é onde mais se exploram reversões de significação, da semântica dos textos);

– desdobramento, reversão e multiplicidade de significados agregados aos itens linguísticos de textos poéticos (um trabalho exemplar do que me refiro está exposto no blog Pirosfera Candida – As piroses poéticas mais enológicas em (pre)textos).

Por assim dizer, compartilho um breve texto publicado na revista Carta Capital e pelo qual me interessei justamente por conter todas essas características que citei.  A felicidade do dizer, tomando emprestada uma noção da pragmática, recai sobre a forma de explorar a significação do item linguístico “semântica”.

Semântica classista
Os ricos chamam de custo de vida aquilo que a classe média denomina como inflação e os pobres excomungam como carestia.
São muitos os nomes. Mas o dragão é um só.”

por Mauricio Dias, Carta Capital.

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A MÍDIA num blog exploratório

Clique na imagem para acessar o texto e depois na seta para iniciar a apresentação da multimídia, que será melhor visualizada em tela cheia. Boa experiência de leitura!

Twitter Simpósio Hipertexto ‏- @hipertexto2013

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Site weheartit.com - página Letras em Curso

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Blog Pirosfera Cândida

WordPress Blog Pirosfera Cândida

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WordPress Blog Pirosfera Cândida

Site salamundo.com.br

Site do Encontro Internacional de Educação SalaMundo2013 – link para artigo “Dificuldades de leitura: síndrome de Irlen ou dislexia?”

Aos poucos os objetivos do blog mundotexto são alcançados. Refiro-me especialmente ao objetivo de promover interações entre pesquisadores, o qual se concretiza através da indicação do blog como fonte de estudo na área de Linguística Textual em um site alemão para estudantes de Português Brasileiro (http://www.portuguesbrasileiro.de).

À propósito da relação inicial de mundotexto com a Alemanha, expliquei em outro post como foi a escolha do nome do blog: a partir da leitura de artigo produzido por uma linguista textual de nacionalidade alemã, chamada Monika Schwarz.

A responsável pelo site Português Brasileiro: Sobre o idioma e a cultura do Brasil é a pesquisadora Katia Arend, curitibana que conheci no curso de mestrado da Universidade Federal do Paraná. Ela desenvolveu sua pesquisa na Universidade de Leipzig, atualmente ensina Português Brasileiro na cidade de Leipzig.

E assim expresso meu agradecimento pela referência feita ao blog:

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Uma sugestão de mundotexto: O simbolismo da Bandeira do Brasil.

Todos os posts do mundotexto trazem as fontes que serviram de referência bibliográfica.

Na maioria das vezes os créditos de autoria aparecem por meio de citação direta com link para o texto original e em outras vezes a referência completa está destacada no final do texto também com link para a fonte original, se houver. Quando incluída uma parte ou a totalidade de post de outro blog ou site, o nome do autor e link para a respectiva plataforma serão disponibilizados logo abaixo do título. Um exemplo disto encontra-se em L’apprentissage de plusieurs langues.

O respeito pelos direitos autorais vem em primeiro lugar aqui, embora a atuação de blogueiros não seja regulamentada, prefiro lidar com a questão desta forma, conforme a pesquisa que fiz sobre as práticas adotadas no meio.

Para quem for citar algo publicado no mundotexto, pode fazê-lo da seguinte maneira:

– post do blog

SOBRENOME, Nome da Autora. Título do post. Cidade, dd mês. ano. Disponível em: http://link. Acesso em: dd mês. ano.

Exemplo: SILVEIRA, Carla Edila Santos da Rosa. Hahaha… olha como ele fala!!. Curitiba, 7 jun. 2013. Disponível em: https://mundotexto.wordpress.com/2013/06/07/hahahaha-olha-como-ele-fala/. Acesso em: 17. jun. 2013.

Após ler o post Como a tecnologia está presente na sua sala de aula? pude perceber que a imagem do cabeçalho do blog mundotexto, marcas de oficina lítica em uma praia de Santa Catarina, apresenta uma das primeiras tecnologias de produção de artefatos (HERBERTS et al., 2007) do homem pré-histórico. O vídeo anexado ao post em questão, que conta a história da tecnologia na educação, refere-se a inscrições rupestres como a primeira tecnologia de educação empregada pelo homem das cavernas.

Mais ou menos por esta ponte de significação, expresso meu entendimento sobre a produção de textos, atividade em que a persistência para trabalhar as palavras e as ideias pode ser comparada ao trabalho artesanal de polimento de rochas para a produção de ferramentas. E há muito tempo os textos são poderosas ferramentas de inserção social. A escolha da foto foi um tanto aleatória, não pensei nessa relação de sentido que também representa muito para mim. Afinal de contas, minha pesquisa envolve a questão do uso de TIC na produção de dada variedade de texto ou gênero discursivo: o depoimento do Orkut.

Como mencionei um aspecto ligado à construção da identidade visual do blog, aproveito o gancho para explicar o porquê do seu nome. No primeiro post até escrevi que os TEXTOS são as coisas que mais me interessam no mundo e são mesmo! Ao contrário da seleção da imagem, a maneira que escolhi para grafar o nome do blog é algo bem pensado. Vem de indagações que surgiram a partir da leitura de um artigo sobre coerência produzido pela linguista textual de origem alemã Monika Schwarz. No texto dela, encontram-se várias referências ao termo “text-world model”, o qual não saiu mais da minha cabeça porque eu ficava brincando de traduzir para tentar me aproximar do que a teórica queria dizer: seria modelo de mundo e texto? texto-mundo ou mundo-texto? teria que inverter mesmo? e manter a composição da grafia? seria uma versão em inglês de uma daquelas palavras compostas do alemão? ou seria um modelo de mundo textual?

Passados alguns dias, acordei disposta a criar o blog e não tinha dúvida de qual nome teria. Eis aí o mundotexto que entrego à blogosfera!

O vídeo a que me referi no começo aborda de forma didática a evolução histórica das tecnologias de educação. É uma produção americana, então cabe ajustar a interpretação em função das diferenças de contexto social e histórico, o que talvez justifique a minha constatação de que só conheci depois dos anos 90 em ambiente de educação no Brasil muitas das tecnologias utilizadas entre as décadas de 40 a 80.