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Compartilho duas propostas de avaliação para turmas de 9º ano. Através delas, apresento um conjunto de exercícios para verificar as habilidades de:

– leitura e compreensão de textos verbal e não verbal (vídeos publicitários, tirinhas do personagem Armandinho);

– reflexão linguística (usos de plural de nomes compostos, adequação de ortografia, pontuação e repetições);

– análise linguística (reconhecimento e criação das estruturas de frase, oração, períodos simples e compostos);

– produção textual (avaliada sob os critérios de coesão, coerência, criatividade, argumentação, ortografia, pontuação).

Para responder o exercício 1 de leitura e compreensão de cada avaliação será preciso exibir os respectivos vídeos publicitários (disponíveis no site Youtube):

Proposta 1: título “Bebeto estrela comercial do novo GOL”.

 

Proposta 2: título “Porta da escola Volkswagen”.

 

Por fim, os links com as duas versões de avaliações: teste1 e teste2.

 

 

 

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“Receita pra lavar palavra suja” é uma criação poética de Viviane Mosé não só interessante, mas ainda metalinguística (!) como toda poesia boa. Segundo a metáfora da poetisa, a palavra é como uma roupa, já a metalinguagem fica por conta dos usos das palavras/roupas. Por isso, compartilho o vídeo em que a autora recita com gosto sua composição:


É que eu queria dizer uma coisa que eu não posso sair dizendo por aí
Na verdade é um segredo que eu guardo
É uma revelação que não posso sair dizendo por aí
Que eu tenho medo que as pessoas se desequilibrem de si
Que elas caiam delas mesmas quando eu disser
Eu descobri que a palavra não sabe o que diz
A palavra delira
A palavra diz qualquer coisa
A verdade é que a palavra nela mesmo em si própria
Não diz nada
Quem diz é o acordo estabelecido entre quem fala e quem ouve
Quando existe acordo, existe comunicação
Quando esse acordo se quebra, ninguém diz mais nada
Mesmo usando as mesmas palavras
A palavra é uma roupa que a gente veste (…)

 

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Reproduzo o comunicado recebido do editor desta revista portuguesa, Tiago Lima, bem como
recomendo a leitura dos artigos, cujos temas principais são comunicação, mídia, internet
e afins. De modo especial, interessei-me pela proposta do trabalho: "Problematizar para
intervir: rádio online e educação para os media como estratégia de inclusão de jovens", 
produzido por Maria José Brites, Sílvio Correia dos Santos, Ana Jorge e	Catarina Navio.

Crédito: © mapoli-photo

Crédito: © mapoli-photo

*********************************************************************
Dear Colleagues,
 
We are pleased to announce that (OBS*) Observatorio journal's latest issue
is now available.
 
Vol 8 No 1 (2014), including contributions from scholars from Spain, Sweden,
Portugal, Colombia, Australia, Pakistan, Greece and Cyprus, published in
English, Spanish and Portuguese, is now available to any interested reader,
free of charge – simply go to the website
[http://obs.obercom.pt/index.php/obs] and register.
 
OberCom, Observatory for the Media, is one of Portugal’s premier centres
on media research. Its peer-review journal, Observatorio(OBS*), is an
online, multimedia, open access, academic character publication. It is an
interdisciplinary e-journal which, although focused in communication, is
opened to the contributions of other subjects which claim themselves as part
of the Communication Studies’ areas, from academia to the business-related
world.
 
Observatorio (OBS*) e-journal is a publication with international character,
which accepts and publishes texts written in Portuguese, Spanish, Catalan,
Galician, Italian, French and English.
 
We hope you will find this project of interest to your research activity and
that, in a near future, we will be able to count with your work among the
authors published at Observatorio (OBS*) journal.
 
Gustavo Cardoso and Rita Espanha
Editors
 
Tiago Lima (Tiago.lima@obercom.pt)
Journal Manager
___________________________________________________
Caros colegas,
 
É com satisfação que anunciamos o lançamento do mais recente número da
revista académica Observatorio (OBS*).
 
O Vol 8 No 1 (2014) inclui contribuições de investigadores de Portugal,
Suécia, Colômbia, Espanha, Austrália, Paquistão, Grécia e Chipre. Os
textos presentes neste volume encontram-se publicados em Inglês, Castelhano
e Português, disponíveis para consulta por parte dos leitores interessados
– bastando, para tal, navegarem até
[http://obs.obercom.pt/index.php/obs].
 
OberCom, Observatório da Comunicação, é um dos centros portugueses de
investigação em comunicação. A sua revista Observatorio (OBS*) é uma
publicação online, multimédia, em open access, e de características
académicas. Trata-se de uma revista interdisciplinar que, embora focada na
comunicação, se encontra aberta às contribuições de outras áreas que
se reclamem parte dos estudos da comunicação, desde a academia até ao
mundo empresarial.
 
Observatorio (OBS*) e-journal é uma publicação de alcance internacional,
que aceita e publica textos escritos em Português, Inglês, Francês,
Italiano, Castelhano, Catalão e Galego.
 
Esperamos que este projecto editorial seja de interesse para o seu trabalho
de investigação e que, num futuro próximo, possamos contar com trabalhos
seus entre os autores publicados pela Observatorio (OBS*).
 
Gustavo Cardoso e Rita Espanha
Editores
 
Tiago Lima
Journal Manager, OBS
 
Observatorio (OBS*)
Vol 8, No 1 (2014)
Table of Contents
http://obs.obercom.pt/index.php/obs/issue/view/40
 
Articles
--------
Framing the Financial Crisis: An unexpected interaction between the
government and the press
	Kajsa Falasca
 
A clearer picture: Towards a new framework for the study of cultural
transduction in audiovisual market trades.
	Enrique Uribe-Jongbloed,	Hernán David Espinosa-Medina
 
A mediatização da dengue na imprensa portuguesa:  Os casos do Público,
Expresso, Jornal de Notícias e Diário de Notícias
	Felisbela Lopes,	Rita Araújo
 
Tendencias de uso de YouTube: optimizando la comunicación estratégica de
las universidades iberoamericanas
	Alba Patricia Guzmán,	Maria Esther Del Moral
 
Inevitabilidade Digital: O Poder dos Laços Fracos, Convergência e
Curiosidade na Disseminação do Stuxnet
	Hugo Filipe Ramos
 
Mediating the voice of personal blogging: an analysis of Chinese A-list
personal blogs
	Jianxin Liu
 
Problematizar para intervir: rádio online e educação para os media como
estratégia de inclusão de jovens
	Maria José Brites,	Sílvio Correia dos Santos,	Ana Jorge,	Catarina Navio
 
Service Quality of News Channels: A Modified SERVQUAL Analysis
	Muhammad Mursaleen,	Mubashir Ijaz,	Muhammad Kashif
 
Las prácticas auto-promocionales en el discurso periodístico de TVE
	Marina Santín Durán
 
The Internet as a source of information. The social role of blogs and their
reliability
	Maria Keskenidou,	Argyris Kyridis,	Lina P. Valsamidou,	Alexandra-Helen
Soulani
 
 
__________________________________
Observatorio(OBS*)
http://obs.obercom.pt/index.php/obs

O material aqui reunido representa um conjunto de textos em diferentes gêneros discursivos para através de seus diversos temas transversais oferecer uma contextualização viável ao trabalho com o conteúdo gramatical “orações subordinadas” no 9º ano do Ensino Fundamental. A atualidade dos assuntos, o humor e a abertura para discussão de questões da juventude podem servir como recursos para desenvolver aulas um pouco mais interessantes.

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OR SUB 3_Bullying OR SUB 4 _ adverbial OR SUB 5 OR SUB 6 OR SUB 7

TIRA ARMANDINHO SUB TIRA ARMANDINHO TIRA OR SUBST TIRA SUBORDINADAOR SUB 8

Na dúvida entre a poesia e o humor, amontoei umas palavras para falar dos dois ao mesmo tempo. Assim veio esta poesia com pretensão de piada:

riso

A poesia da piada
tem rima e risada
de português,
de loira,
do Joãozinho,
de internetês,
da presidenta,
do Ronaldinho.
A poesia dá piada,
sem rir dá nada,
dá conversa fiada,
dá verso com gargalhada.

Para quem se interessa por história da literatura brasileira e seus enlaces com a educação, recomendo a leitura do texto “A alfabetização por grandes autores” de Leon Sanguiné, publicado no jornal Diário Popular de Pelotas (RS) em 01/01/2014. O texto destaca o trabalho de uma pesquisadora que recupera a produção de escritores gaúchos voltada para alfabetização.

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A alfabetização por grandes autores

Descobertas de pesquisadora pelotense reabrem discussão sobre a alfabetização brasileira

Cristina Maria Rosa encontro Meu ABC, cartilha de alfabetização escrita por Érico Veríssimo (Foto: Paulo Rossi - DP)

Cristina Maria Rosa encontro Meu ABC, cartilha de alfabetização escrita por Érico Veríssimo (Foto: Paulo Rossi – DP)

Antes do século 20 a literatura infanto-juvenil brasileira não era verde e amarela. Majoritariamente constituídos de traduções de estrangeiros para o português da terra de Pedro Álvares Cabral, os livros chegavam ao Brasil apenas após todo este processo, com alto preço e destinados a poucos. Não havia no país editoras especializadas ou que dessem atenção às produções brasileiras dedicadas ao público infantil.

O lançamento, em 1921, de A menina do narizinho arrebitado por Monteiro Lobato mudaria historicamente estes rumos. O Estado Novo de Getúlio Vargas, entre os anos 1930 e 1940, representou um período paradoxal de ao mesmo tempo tensa ditadura e aproximação com os regimes autoritários de Alemanha e Itália e desenvolvimento econômico e cultural. Este último ocasionou grande demanda por literatura, materializada em livros estrangeiros, nacionais e locais. Surgiu um grupo de autores responsável por obras de grande qualidade narrativa e literária. Érico Verissimo entre eles. Além de ter trazido ao mundo maravilhas como O tempo e o vento, Música ao longe e Luis Fernando Verissimo, o escritor gaúcho também foi mestre em escrever para os pequenos.

Dentre tantas produções do autor neste gênero – foram 11 obras entre 1935 e 1939 lançadas pela Editora Globo -, uma destas foi esquecida. Meu ABC, que não tem a assinatura de Érico, mas sim do boneco Nanquinote, passou décadas perdido em meio à Biblioteca Lucília Minssen, da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre e não era de conhecimento nem mesmo do filho do autor. Até que a pesquisadora Cristina Maria Rosa o resgatou, após incessante busca pelo Rio Grande do Sul.

Onde está meu ABC?
Cristina documentou toda essa pesquisa em um livro, lançado no ano passado pela editora da UFPel e contando ainda com os 25 vocábulos presentes no abecedário de Érico Verissimo. A autora de Onde está meu ABC? conta que o processo de descoberta foi possível através de uma ampla rede de informações, como Acervo Literário Érico Verissimo (ALEV), hoje depositado no Instituto Moreira Sales. [continue lendo…]

por Aldo Bizzocchi

Que Natal tem a ver com nascimento, todos sabemos. No entanto, estamos tão acostumados a ver essa palavra associada ao nascimento de Jesus Cristo que a longa história desse termo acaba obscurecida. Por isso, vale a pena revisitá-la.

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O latim natalis surgiu como adjetivo derivado do substantivo natus, “nascimento”, mediante o sufixo -alis. Portanto, significava “relativo ao nascimento”. Exemplos desse uso são as expressões natalis humus (“terra natal”) e natale solum (“solo natal”), ambas referentes à pátria (também chamada de natio, “nação”, do mesmo radical). Nesse mesmo sentido, temos também dies natalis, o dia do nascimento de alguém (por isso, o aniversário natalício, que aqui no Brasil reduzimos para “aniversário”, chama-se em Portugal “natalício”). Finalmente, natale astrum é o astro que preside ao nascimento, portanto relacionado aos signos do zodíaco.

Continue lendo: A história da palavra Natal | Revista Língua Portuguesa.

De 18 a 28 de novembro ocorrerá em universidades do interior de São Paulo o ciclo de conferências  “O discurso social: retóricas da hegemonia e da dissidência, da confiança e da autoridade”, que será ministrado pelo professor Marc Angenot, da Université McGill (Montreal, Canadá).

O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos, Laboratório de Estudos do Discurso da UFSCar (LABOR) e o Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UNESP/Araraquara.

Sobre o conferencista: O professor Marc Angenot é historiador das ideias e teórico da retórica. Possui doutorado em Filosofia e Letras pela Université Libre de Bruxelles e é Professor da Universidade McGill, da cidade de Montreal, no Canadá, desde 1967. Neste ano de 2013, tornou-se Professor Emérito desta Universidade. O Professor Angenot é autor de um conjunto monumental de obras, entre as quais constam publicações de livros, organizações e edições de livros e de revistas científicas e publicações de artigos e de capítulos de livros.  Em 2001, foi nomeado catedrático da cadeira “James McGill d’Étude du Discours Social”. Durante o ano de 2012, foi o titular da Cátedra “Chaïm Perelman de Rhétorique et d’Histoire des idées”. É membro da Academia de Artes, Letras e Ciências Humanas da Sociedade Real do Canadá. Em 2005, recebeu o Prêmio Léon-Gérin do Québec pelo conjunto de sua obra. Leia mais em: http://marcangenot.com/.

As conferências serão ministradas em francês e contarão com tradução. O cronograma do ciclo ofertará seis aulas com as seguintes temáticas e programação:

Aula 1: La rhétorique de l’argumentation comme science de l’à peu près 

Local: UFSCar (São Carlos) – Auditório do CECH (AT-2)

Data: 18/11/13 – Horário: 14h30

 Aula 2: La notion d’arsenal argumentatif. L’inventivité rhétorique dans l’histoire 

Local: UFSCar (São Carlos) – Auditório do CECH (AT-2)

Data: 19/11/13 – Horário: 14h30

Aula 3: Dialogues de sourds. la logique du ressentiment 

Local: UFSCar (São Carlos) – Auditório do CECH (AT-2)

Data: 20/11/13 – Horário: 14h30

 Aula 4: De l’argumentation à l’intimidation, rôles et variations de l’argument d’autorité (Extrait de Rhétorique de la confiance et de l’autorité

Local: UNESP (Araraquara)

Data: 26/11/13 – Horário: 14h30

 Aula 5: Esprit du temps et coupe synchronique : la théorie du discours social 

Local: UNESP (Araraquara)

Data: 27/11/13 – Horário: 14h30

Aula 6: Le siècle des religions politiques : essai d’histoire conceptuelle

Local: UNESP (Araraquara)

Data: 28/11/13 – Horário: 14h30

Aos interessados pelo tema e que não possam fazer matrícula como alunos dos programas de Pós promotores do evento, é oferecida a opção de se inscrever como ouvinte do Ciclo de Conferências. Para cada conferência será emitido certificado de participação.

Para realizar a inscrição basta encaminhar dados através do link a seguir:  formulário.

Para entendermos a metalinguagem devemos pensar primeiro como se define a linguagem. Todos nós como falantes de língua portuguesa podemos desenvolver habilidades de expressão verbal através da língua e não verbal por meio de outros modos de expressar uma informação com finalidades diversas.

A soma dos modos de expressão verbal e não verbal constitui a linguagem que, na visão do filósofo Mikhail Bakhtin, é uma atividade social e interacional, justamente porque os falantes que vivem em sociedades usam tais modos de expressão em ações conjuntas com diversos objetivos, dentre eles, a comunicação, a troca de experiências, a busca do conhecimento. Não só a língua, mas também sons, imagens estáticas ou em movimento, elementos gráficos, movimentos corporais, etc. são modos de expressão que realizam atividades sociais, isto é, são modalidades de linguagem.

O linguista Roman Jakobson afirma que o estoque de conhecimento linguístico do falante permite que este fale em sua língua e também fale de/sobre sua língua. Um exemplo prático para entender as maneiras diferentes de usar a língua é imaginar uma pessoa que coloca a cabeça para fora de um veículo em movimento e fica olhando para quem está dentro do carro. Evidentemente é uma atitude arriscada, porém serve para mostrar o que é feito quando se usa a metalinguagem. Isto quer dizer que ocorre um posicionamento externo de quem se expressa para tratar da língua ou de outra modalidade de linguagem. Que outros exemplos de metalinguagem nós temos? O matemático que usa os próprios números para fazer os cálculos; o gramático que usa a própria língua para produziras regras; o falante que usa a própria língua para confirmar se entendeu o que outro falou fazendo a seguinte pergunta: “O que é que você quer dizer?”.

Jakobson também observa que praticamos a metalinguagem desde criança em nossas primeiras experiências de expressão verbal e isto se mantém pela vida toda, tanto que usamos a metalinguagem às vezes sem perceber a inversão de posição para falar da linguagem através dela mesma. Há casos em que a prática da metalinguagem é intencional, mas se tratam de situações específicas cujo objetivo é explorar os significados que o uso metalinguístico pode provocar. Na sequência, teremos contato com outras produções em que a metalinguagem se apresenta.

Materiais sugeridos para desenvolver atividades voltadas ao Ensino Médio:

– vídeo da canção Versos Simples;

– letra da canção Versos Simples;

exercícios.

metalinguagem

Referências bibliográficas

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Trad. de P. Bezerra. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003 [1979].

JAKOBSON, R. Linguística e comunicação. 22.ed. Tradução de  Izidoro Blikstein; José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 2010.