Posts com Tag ‘língua’

A seguir reproduzo o sumário com os trabalhos publicados no volume 1 da edição nº 15
da revista Cadernos de Linguagem e Sociedade (L&S) que está vinculada ao Programa de
Pós Graduação em Linguística da UnB.

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Sumário
http://seer.bce.unb.br/index.php/les/issue/view/909
 
Editorial
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EDITORIAL do volume 15(1)2014 de L&S (5)
	Denize Elena Garcia da Silva
 
Artigos de pesquisa
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Palavras e imagens na educação de pessoas jovens e adultas. Onde está o
sujeito? Apontamentos para a pesquisa. (7 - 21)
	Maria Rosa R Martins de Camargo
Uma análise de deslocamento cultural na obra de William Foote Whyte
“Sociedade de Esquina” (22 - 35)
	Damaris Fabiane Storck,	Henrique Evaldo Janzen
Luta de Línguas: Panorama Histórico-Cultural da Língua Portuguesa no
Brasil do Século XVI (36 - 49)
	Maurício Silva,	Maurício Silva
Narrativas de “choque” e “fascinação” no Colégio Pedro II (50 -
68)
	Tatyana Marques de Macedo Cardoso
Discurso na mídia: construção simbólica de ideologia e poder (69 - 83)
	Vicentina Maria Ramires,	Izabela Pereira Fraga
Gerenciamento de vozes no discurso midiático: Caros Amigos x Época (84 -
100)
	Daniele de Oliveira
Variaciones del léxico de especialidad en contextos extrajudiciales de
resolución de conflictos en español (101 - 116)
	Francisco J. Rodríguez-Muñoz,	Susana Ridao Rodrigo
Estado de excepción y políticas de emergencia: su impacto sobre la
construcción simbólica del espacio habitacional (117 - 140)
	Mariana Marchese
Do discurso mítico ao discurso publicitário na propriedade da
equivalência (141 - 151)
	Dina Maria Martins Ferreira
 
Resenhas
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BAKHTIN, M. Questões de estilística no ensino da língua. Tradução,
posfácio e notas de Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo;
apresentação de Beth Brait; organização e notas da edição russa de
Serguei Botcharov e Liudmila Gogotichvíli. São Paulo: Edit (152 - 155)
	Anderson Cristiano da Silva
Resenha crítica (156-160)
	Anna Clara Viana de Oliveira
FAIRCLOUGH, Norman. Analysing discourse: the critical study of language. 2.
ed. UK: Pearson Education, 2010. (161 - 165)
	Denise Silva Macedo
 
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Papers on Language and Society
http://seer.bce.unb.br/index.php/les
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Os Cadernos de Semiótica Aplicada (CASA), Qualis B1, têm como objetivo divulgar e debater análises e reflexões teóricas sobre a linguagem, com a finalidade de promover o desenvolvimento científico e institucional das várias correntes metodológicas que estudam o texto e o discurso, com ênfase nas teorias semióticas contemporâneas.

Prazo para submissão até 15/08/2014 (Vol. 12, n. 2 – Dezembro de 2014)

Informações: http://seer.fclar.unesp.br/casa/index

 

RevistaVocábulo: Revista de Letras e Linguagens MidiáticasISSN: 2237-3586 (Qualis B4), publicada pelo curso de Letras do Centro Universitário Barão de Mauá.

Chamada aberta para submissão de originais até 31/05/2014.

Área temática: estudos literários e estudos linguísticos.

Trabalhos devem ser remetidos ao e-mail  revistavocabulo@baraodemaua.br, com cópia para o e-mail revistavocabulo@yahoo.com.br. Obtenha maiores detalhes no site da Revista Vocábulo.

 

Revista de Estudos Linguísticos VEREDAS Online (Qualis A2)

Está aberta a chamada para volume atemático 18 nº 2, da Revista de Estudos Linguísticos Veredas, a ser publicado no segundo semestre deste ano. Prazo para submissão até 26/05/2014.

Informações: http://www.ufjf.br/revistaveredas/2014/02/10/chamada-volume-18-no-2/

 

Revista do GEL (Qualis A2) recebe trabalhos em fluxo contínuo e com eles organiza números semestrais. A Comissão Editorial, ao comunicar a aprovação de um texto a seu(s) autor(es), indica também o número da revista em que ele deverá ser publicado.

Informações pelo link: http://www.gel.org.br/novo/revista-gel/index.php

 

Revista Signótica, Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Faculdade de Letras – UFG (Qualis B1). Volume 25. Nº 2. Chamada aberta para  submissão de trabalhos até 01/07/2014.

Tema: Estudos Linguísticos.

Maiores informações no site da Revista Signótica.

 

Revista Desenredo

Volume 10, n. 2, jul./dez. 2014

Chamada aberta para submissão de originais até 08/08/2014.

Tema: Leitura, produção discursiva e multimodalidade.

Obtenha maiores informações pelo email:  mestradoletras@upf.br e no site da Revista Desenredo.

 

Caderno Seminal Digital

Chamada aberta para nº 21 até 27/04/2014.

Tema: Homorrepresentações ficcionais, sob organização dos Professores Doutores Flavio García (UERJ) e Fabio Figueiredo Camargo (UFU).

Chamada aberta para nº 22 até 20/06/2014.

Dossiê: Estudos do léxico português

Editores: Prof.ª Dr.ª Darcilia Simões (UERJ-Seleprot/BR) e Prof.ª Dr.ª Helena Valentim (UNL/PT)

Maiores informações: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/cadernoseminal/index

 

International Journal of Research in Education Methodology

Chamada aberta para publicação de artigos, resenhas, caso de estudo e relatórios.

Maiores informações no site: http://www.cirworld.com/index.php/IJREM/index

 

Revista EID&A – Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação

Prazo para submissão de artigos: 01/08/2014

Previsão de publicação da revista nº7 em dezembro de 2014.

Para mais informações: http://www.uesc.br/revistas/eidea/index.php?item=conteudo_normas.php
 

Revista Linguagem em Foco

Vol. 6, n. 1 – número diversificado com prazo para entrega do material até 30/04/14.

Vol. 6, n. 2 – número temático sobre “Variação Linguística e Léxico”, com prazo para entrega do material até 30/06/14.

Normas e outras informações no site da Revista Linguagem em Foco. http://www.uece.br/linguagememfoco/

 

Revista Caracol, uma publicação semestral da Área de Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Chamada aberta para submissão de artigos até 20/06/2014.

Tema “Música e Linguagens”.

Consulte normas e outras informações.

 

Cadernos do Tempo Presente

Chamada de artigos e resenhas (fluxo contínuo).

Os textos devem ser enviados por e-mail: caderno@getempo.org.

A resposta para a candidatura será divulgada em até 180 dias.

 

Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso.

Volume 9/Número 2 – a ser publicada em novembro de 2014

Tema: Letramento e contemporaneidade

Prazo prorrogado para submissão dos originais: 28/04/2014

Volume 10/Número 1 – a ser publicada em junho de 2015

Tema: Discurso literário: diálogo entre arte e cotidiano

Prazo para submissão dos originais: 10/08/2014

Normas de submissão e maiores informações.

 

Revista Miscelânea

Aberta chamada para publicação de artigos até 25/04/2014.

Dossiê: “Revolução e independências: nos 40 anos do 25 de abril”

Normas e outras informações.

 

Millenium. Revista do Instituto Politécnico de Viseu (Portugal)

Aberta chamada de colaborações de tema livre em fluxo contínuo.

Normas e outras informações: http://www.ipv.pt/millenium/

 

Revista Carandá

Aberta chamada para publicação de artigos em fluxo contínuo.

Normas e outras informações: http://cpan.ufms.br/old/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=48&Itemid=205

 

Revista Línguas & Letras, publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Letras, vinculado ao Centro de Educação, Comunicação e Artes da Unioeste — Campus de Cascavel.

Aberta chamada para publicação de artigos nas áreas de Estudos Linguísticos e Estudos Literários, em fluxo contínuo.

Normas e outras informações em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras

 

Revista EUTOMIA – Revista De Literatura e Linguística (Qualis B1)

Chamada de trabalhos – n.13, v. 01, 2014

Dossiê de Linguística:“Contribuições do Interacionismo Sociodiscursivo para o ensino e a aprendizagem de línguas”

O interacionismo sociodiscursivo, que tem por fundamento a atividade de linguagem como a base das relações sociais e como fator decisivo do desenvolvimento psicológico humano, vem se consolidando como um quadro teórico-metodológico importante para o ensino e a aprendizagem de línguas. Como forma de homenagem ao seu mentor Jean-Paul Bronckart, convidamos docentes, pesquisadores e pós-graduandos para apresentarem artigos que mostrem diferentes utilizações desse quadro teórico em situações de ensino e de aprendizagem de línguas. O objetivo desta publicação é compor um amplo repertório de contribuições que enfatizem a solidez do interacionismo sociodiscursivo. Os artigos e ensaios devem ser interpretativos e analíticos. Aceitam-se contribuições em português, inglês, espanhol e francês.

Dossiê de Literatura: “Osman Lins, 90 Anos”

Em comemoração aos 90 anos de Osman Lins, em julho de 2014, convidamos docentes, pesquisadores, pós-graduandos e críticos literários para apresentarem artigos sobre as diferentes facetas de sua obra e sobre sua atuação como intelectual nos anos de 1960 e 1970. O objetivo desta publicação é compor um amplo quadro de recepção do autor, que enfatize a solidez e a atualidade de sua obra literária, dramática e ensaística. Os artigos e ensaios devem ser interpretativos e analíticos.

Prazo para submissão até 30/06/2014.

Informações pelo link: http://www.repositorios.ufpe.br/revistas/index.php/EUTOMIA/announcement/view/15


Revista Linha D’Água (Qualis B2)

Chamada: Número 27 /2 a ser publicado em dezembro de 2014

Tema: Léxico, Discurso e Ensino

As discussões em torno das concepções do léxico da língua portuguesa do ponto de vista discursivo estão centradas nas várias perspectivas teórico-analíticas e também se abrem para as discussões relacionadas ao ensino.

Prazo limite para entrega dos originais: 30/08/2014

Chamada: Número 28 /1 a ser publicado em junho de 2015

Tema:Tecnologias contemporâneas no ensino de língua portuguesa

Discussões relacionadas a práticas diversas de ensino e aprendizagem da língua portuguesa em ambiente digital: material didático em várias mídias, ferramentas de autoria e escrita colaborativa, objetos de aprendizagem, atividades práticas e demais análises sobre as singularidades discursivas advindas da utilização da tecnologia digital no ensino de língua materna e estrangeira.

Prazo limite para entrega dos originais: 30/03/2015

Informações pelo link: http://www.revistas.usp.br/linhadagua

 

Cadernos de Linguagem e Sociedade – eISSN 2179-4790 – ISSN 0104-9712, (Qualis B1)

Chamada para o vol. 15(1)2014

Para o primeiro volume de 2014, Cadernos de Linguagem e Sociedade abre espaço para artigos de distintas abordagens teórico-metodológicas, mas que contemplem a dimensão discursiva de linguagem. Data prevista para publicação: 11 de julho de 2014.

Prazo limite para submissão: 11/05/2014

Informações: http://seer.bce.unb.br/index.php/les/announcement/view/213

 

Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso, ISSN 2176-4573

Chamada para o Vol. 9/Número 2 – a ser publicado em novembro de 2014

Tema: Letramento e contemporaneidade

A necessidade de compreensão e produção dos diferentes letramentos tem se imposto aos estudiosos nos últimos tempos, e não apenas na área pedagógica. Considerando tanto a importância do tema quanto o fato de que o próprio Círculo de Bakhtin teria contribuições para o estudo da questão, convidamos pesquisadores e docentes que trabalham com a linguagem a submeterem artigos sobre LETRAMENTO E CONTEMPORANEIDADE para o vol.9, n.2 de Bakhtiniana (Qualis A1), que será publicado em novembro de 2014.

Prazo limite para submissão dos originais: 28/04/2014

Chamada: Volume 10/Número 1 – a ser publicado em junho de 2015

Tema: Discurso literário: diálogo entre arte e cotidiano

Bakhtin e os demais membros do chamado Círculo tiveram uma sólida formação literária, aspecto que está refletido, de diferentes maneiras, na maioria dos trabalhos que constituem a perspectiva dialógica da linguagem.

Prazo limite para submissão dos originais: 10/08/2014

Informações: http://revistas.pucsp.br/bakhtiniana

Crédito: stockfreeimages.com

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Revista Signo, publicação do Departamento de Letras e Priograma de Pós-Graduação em Letras da UNISC (Qualis B2).

Chamada de trabalhos:volume 39, nº 67, 2014

O objetivo desse número é reunir linhas de pesquisa em Linguística Cognitiva, tendo como foco as metodologias científicas empregadas nas investigações.

Prazo para submissão até 11/08/2014.

Informações: http://online.unisc.br/seer/index.php/signo/index

 

A Revista DLCV – Língua, Linguística & Literatura da Universidade Federal da Paraíba tem como objetivo divulgar estudos de caráter teórico, experimental ou aplicado, na área de conhecimento em Linguística e Letras e suas diversas interfaces, priorizando contribuições inéditas de autores vinculados a programas de pós-graduação. A revista publica artigos, ensaios, traduções e resenhas elaborados por profissionais vinculados ao ensino e à pesquisa nas áreas em questão, além de textos produzidos por alunos de pós-graduação. (Qualis B3)

O processo de submissão é contínuo e os artigos aceitos serão publicados de acordo com o fechamento de cada volume. São publicados 2 volumes por ano e 1 volume impresso.

Informações: http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/dclv/index

 

A revista Estudos da Língua(gem), ISSN 1808-1355 – versão impressa ISSN: 1982-0534 –versão online (Qualis B1) é um periódico editado sob a responsabilidade do Grupo de Pesquisa em Estudos da Língua(gem) (Gpel/CNPq) e do Grupo de Pesquisa em Análise de Discurso (GPADis/CNPq), ligados à Área de Linguística do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Publica textos (resultados de estudos teóricos ou aplicados), preferencialmente, originais e inéditos, de interesse das áreas do domínio das Ciências da Linguagem e interfaces, em português, inglês, francês e espanhol.

Estão abertas chamadas para publicação dos seguintes volumes e números:

Vol. 12, n.2 (dezembro de 2014) – Prazo para submissão: 30/07/2014.

Vol.12, n.3, número especial (teses e dissertações) – Prazo para submissão: 30/07/2014.

Informações: http://estudosdalinguagem.org/seer/index.php/estudosdalinguagem/about/editorialPolicies#custom1

 

A revista Navegações (Qualis B3) é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS e do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa e tem por objetivo a divulgação de trabalhos inéditos relacionados com as diversas literaturas de língua portuguesa e com as culturas dos países em que elas são produzidas.

Artigos submetidos entre 01/05 e 31/10 serão publicados no 1º semestre do ano seguinte.
Artigos submetidos entre 01/11 e 30/04 serão publicados no 2º semestre do ano em curso (última data).

Informações: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/navegacoes

 

Revista Linguagem & Ensino

Chamada para publicação de artigos até 20/06/2014.

Tema: “Linguagem, Sociedade e Tecnologia”

Maiores informações AQUI.

 

Revista fragmentum, ISSN 1519-9894, Eissn 2179-2194, Qualis B3

Fragmentum 42. Jul-Set de 2014. Literatura.

Tema: A Poesia e a Arte de William Blake e sua Recepção no Brasil

Prazo de envio até 30/06/2014.

Fragmentum 43. Out-Dez de 2014. Entrevista.

Ementa: Este número é dedicado à história de vida de Maria da Glória Bordini, uma das maiores estudiosas de literatura. O volume contará com uma entrevista da pesquisadora e, ademais, serão aceitos textos que discutam as contribuições de Maria da Glória Bordini no âmbito da pesquisa, da docência e da orientação acadêmica.

Prazo de envio até 30/09/2014.

Fragmentum 44. Jan-Mar de 2015. Linguística.

Tema:Linguagem e Sentido 

Ementa: Tratar da linguagem a partir dos modos como os sentidos nela são produzidos implica estabelecer relações entre questões semânticas, questões enunciativas e questões discursivas de diferentes ordens, de acordo com os pressupostos das teorias implicadas em nossas análises.

Prazo de envio até 30/12/2014.

Informações: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/fragmentum/pages/view/Chamadas

 

A Revista Educação em Questão (Qualis B1)é um periódico semestral do Centro de Educação e Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRN, com contribuições de autores do Brasil e do exterior. Publica trabalhos de Educação sobre a forma de artigo, resenha de livro e documento histórico. Fluxo contínuo.

Informações: http://www.revistaeduquestao.educ.ufrn.br/apresentacao.html
A Revista Linguasagem, ISSN 1983-6988 (Qualis B3), está com chamada aberta para textos na área de estudos linguísticos e literários, além de seção para textos literários. As edições não possuem temas específicos. Edições ou dossiês temáticos possuem “chamadas” específicas.

Os trabalhos devem ser enviados (em fluxo contínuo, ou seja, em qualquer época do ano) por e-mail.

Informações: http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao20/

Existe um canal no  site Youtube, chamado Nossa Língua, em que são publicados vídeos diversos sobre tópicos linguísticos, sobretudo com relação à etimologia do português. Dentre tantas opções, encontrei uma sequência de 3 vídeos que abordam o uso de palavras de origem estrangeira no português, assim como as diferenças entre o português brasileiro e o português europeu. Veja a seguir o material selecionado:

 

 

 

*** Atividade de compreensão de texto audiovisual (para ser feita enquanto se assiste aos vídeos).

vídeo nossa língua

 

 

 

Apresentação em PPT planejada para aula de português brasileiro no 9º ano do Ensino Fundamental. O material explica os conceitos de frase, oração e período, com exemplificação dos níveis de combinação sintática dos elementos linguísticos, indo do nível lexical ao textual. São noções introdutórias que facilitam a abordagem dos processos em que se combinam orações através de subordinação ou de coordenação.

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Referências Bibliográficas:

ANDRADE, Carlos Drummond. Quadrilha. In: _______. Antologia Poética. 51. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 146.

FERRAREZI JUNIOR, Celso. Sintaxe para a educação básica. São Paulo: Contexto, 2012.

FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristóvão. Estrutura da sentença. In: ______. Oficina de texto. 9. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. p. 272-287.

Caros leitores,
Crédito: Editora UEPG

Crédito: Editora UEPG

UniLetras acaba de publicar seu último número em
http://www.revistas2.uepg.br/index.php/uniletras. 
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse.

Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,
Marly Catarina Soares
UEPG

UniLetras
Vol. 34, No 2 (2012)
Sumário
http://www.revistas2.uepg.br/index.php/uniletras/issue/view/376

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Primeiras Páginas
	Marly Catarina Soares

Apresentação
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APRESENTAÇÃO
	Marly Catarina Soares

Dossiê temático
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As representações sociais de estudantes de Ensino Fundamental Público sobre o ensino de
Língua Inglesa (139-156)
	Ederson Henrique de Souza Machado,Didiê Ana Ceni Denardi

Em defesa da aprendizagem de inglês na escola pública: considerações sobre crenças de
alunos adolescentes (157-170)
	Fernando Silvério de Lima

FIGURAÇÕES DA IMPORTÂNCIA DO LATIM NA OBRA A REPÚBLICA DOS BUGRES DE RUY TAPIOCA (171-182)
	Oliveira Mello Mello

O APARTHEID NA LITERATURA: A MORTE DE UM FILHO (1996), DE NJABULO NDEBELE (183-195)
	Silvio Ruiz Paradiso, Samira Corrêa Chaim

Reflexos de um cotidiano: Utilização da língua portuguesa pelos descendentes
italianos (197-205)
	Nauria Inês Fontana

A MELANCOLIA DO RISO: VIAGENS IMAGINÁRIAS DE UM NARRADOR (207-218)
	Eduarda da Matta

Artigos Tema Livre
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MARCADORES CONVERSACIONAIS DAS LÍNGUAS PORTUGUESA E ESPANHOLA: UM ESTUDO COMPARATIVO E
CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS (221-229)
	Valeska Gracioso Carlos

O ENSINO DA LEITURA COMO PROCESSO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA (231-241)
	José Aroldo Silva

Panorama das atividades propostas para as práticas de leitura nos LDs,segundo a concepção
de Bakhtin (243-253)
	Juliana Cemin

Vícios de Linguagem e Idiotismos: a fala como unidade de estudos nas gramáticas normativas
brasileiras em língua portuguesa – 1881-1959 (255-265)
	Ednei Souza Leal

Resenha
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RESENHA (269-272)
	Simone Maria Rosseto

Entrevista
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Helena Kolody – um século de poesia (275-278)
	Márcio Renato dos Santos

GIZ

Não sou eu que escrevo. Escravo,
lavro este chão que não semeio.
Servo do verso, não o tenho
— faço ele vir como me veio

Não sou a luz. Espelho, espalho
a de outro sol que em mim se escoa.
Nem tenho a língua, só a voz,
vale por onde a língua ecoa.

Não sou eu que escrevo. Transcrevo
— tem algo maior que me guia.
Tímido giz, frágil me arrisco
nos quadros negros da Poesia.

Marcos Bagno. In: Vaganau.
Crédito: Revista Bula

Crédito: Revista Bula

Pedimos a 15 convidados — escritores, críticos, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de Paulo Leminski. Cada participante poderia indicar entre um e 15 poemas. Escritor, crítico literário e tradutor, Paulo Leminski foi um dos mais expressivos poetas de sua geração. Influenciado pelos dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos deixou uma obra vasta que, passados 25 anos de sua morte, continua exercendo forte influência nas novas gerações de poetas brasileiros. Seu livro “Metamorfose” foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Entre suas traduções estão obras de James Joyce, John Fante, Samuel Beckett e Yukio Mishima. Na música teve poemas gravados por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Guilherme Arantes; e parcerias com Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik e Wally Salomão.

Paulo Leminski morreu no dia 7 de junho de 1989, em consequência de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos. Os poemas citados pelos participantes convidados fazem parte do livro “Melhores Poemas de Paulo Leminski”, organização de Fred Góes, editora Global. Abaixo, a lista baseada no número de citações obtidas.

Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Dor elegante

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

O que quer dizer

O que quer dizer diz.
Não fica fazendo
o que, um dia, eu sempre fiz.
Não fica só querendo, querendo,
coisa que eu nunca quis.
O que quer dizer, diz.
Só se dizendo num outro
o que, um dia, se disse,
um dia, vai ser feliz.

M. de memória

Os livros sabem de cor
milhares de poemas.
Que memória!
Lembrar, assim, vale a pena.
Vale a pena o desperdício,
Ulisses voltou de Tróia,
assim como Dante disse,
o céu não vale uma história.
um dia, o diabo veio
seduzir um doutor Fausto.
Byron era verdadeiro.
Fernando, pessoa, era falso.
Mallarmé era tão pálido,
mais parecia uma página.
Rimbaud se mandou pra África,
Hemingway de miragens.
Os livros sabem de tudo.
Já sabem deste dilema.
Só não sabem que, no fundo,
ler não passa de uma lenda.

Parada cardíaca

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Aviso aos náufragos

Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta pagina, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não e assim que é a vida?

Amar você é
coisa de minutos…

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

Poesia:

“words set to music” (Dante
via Pound), “uma viagem ao
desconhecido” (Maiakóvski), “cernes
e medulas” (Ezra Pound), “a fala do
infalável” (Goethe), “linguagem
voltada para a sua própria
materialidade” (Jakobson),
“permanente hesitação entre som e
sentido” (Paul Valery), “fundação do
ser mediante a palavra” (Heidegger),
“a religião original da humanidade”
(Novalis), “as melhores palavras na
melhor ordem” (Coleridge), “emoção
relembrada na tranquilidade”
(Wordsworth), “ciência e paixão”
(Alfred de Vigny), “se faz com
palavras, não com ideias” (Mallarmé),
“música que se faz com ideias”
(Ricardo Reis/Fernando Pessoa), “um
fingimento deveras” (Fernando
Pessoa), “criticismo of life” (Mathew
Arnold), “palavra-coisa” (Sartre),
“linguagem em estado de pureza
selvagem” (Octavio Paz), “poetry is to
inspire” (Bob Dylan), “design de
linguagem” (Décio Pignatari), “lo
impossible hecho possible” (Garcia
Lorca), “aquilo que se perde na
tradução (Robert Frost), “a liberdade
da minha linguagem” (Paulo Leminski)…

Adminimistério

Quando o mistério chegar,
já vai me encontrar dormindo,
metade dando pro sábado,
outra metade, domingo.
Não haja som nem silêncio,
quando o mistério aumentar.
Silêncio é coisa sem senso,
não cesso de observar.
Mistério, algo que, penso,
mais tempo, menos lugar.
Quando o mistério voltar,
meu sono esteja tão solto,
nem haja susto no mundo
que possa me sustentar.

Meia-noite, livro aberto.
Mariposas e mosquitos
pousam no texto incerto.
Seria o branco da folha,
luz que parece objeto?
Quem sabe o cheiro do preto,
que cai ali como um resto?
Ou seria que os insetos
descobriram parentesco
com as letras do alfabeto?

Sintonia para pressa e presságio

Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Soo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.

Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.

Não discuto

não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino

A lua no cinema

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

Sem título

Eu tão isósceles
Você ângulo
Hipóteses
Sobre o meu tesão

Teses sínteses
Antíteses
Vê bem onde pises
Pode ser meu coração

 

Nesta breve reflexão, exponho tópicos relacionados ao tratamento da linguagem coloquial e linguagem culta no ensino de português brasileiro. Dentre os tópicos contemplados neste texto estão: heterogeneidade da língua, influências das regras de escrita, adequação da linguagem, preconceito linguístico, distinção entre padrões culto/escrito, atividades de produção/reflexão linguística, contínuo de monitoramento, processos de gramaticalização, retextualização das modalidades de linguagem.

Norma culta charge-surfista
O ambiente de uma instituição de ensino constitui espaço ideal para se observar a convivência entre diferentes usos da língua. Conforme a sociolinguística laboviana, tal fato linguístico decorre de diversidade social, escolaridade, origem geográfica, isto é, decorre da heterogeneidade que particulariza a comunidade linguística de qualquer universidade, faculdade ou centro de ensino superior. Indo mais além, presumo que a convivência linguística tenha se intensificado nos últimos anos em decorrência da adoção do sistema de inclusão social para ingresso de estudantes.
Não deve ser difícil ouvir pelos corredores das instituições um conjunto de falas em certo contraste: “tu podes x tu pode”, “chegamos x chegamo”, “vina x salsicha”, “caRta com R aspirado x carta com r caipira”. O conjunto dessas falas representam variedades linguísticas, ou melhor, são amostras da realidade heterogênea, mutável e variável da fala. Apesar das diferenças sintáticas, morfológicas, lexicais e fonéticas, os usuários dessas variedades conseguem se comunicar sem dificuldades quando se encontram, quer pela linguagem coloquial, quer pela linguagem culta.
Difícil pode ser passar por cima de uma “confusão de conceitos” que, para Faraco e Tezza (no livro Prática de texto para estudantes universitários) levam à suposição de que a homogeneidade define a língua real. Segundo os dois linguistas, toda confusão vem das compreensões da língua apenas como código de escrita e da gramática enquanto fonte de regras corretas da língua, o que gramáticos tradicionais e leigos tomam como parâmetro para estimar o quanto um sujeito falante domina a linguagem culta. Subjacente a esse tipo de avaliação linguística está o preconceito de que só domina a linguagem culta quem fala exatamente conforme se escreve em registros documentais e literários, como se a linguagem espontânea ou coloquial resultasse de comportamento desviante do falante e fosse desprovida de regras.
Não é isto que sustenta, por exemplo, Heronides Moura no livro O direito à fala, em artigo intitulado “A língua popular tem razões que os gramáticos desconhecem” e diria que na esteira do normativismo colocam-se muitos falantes a discriminar usuários da língua na ilusão de que temos necessidade de usar a linguagem culta em todos os momentos de interação social. É nesse sentido que, na minha condição de professora de português brasileiro, estarei disposta a mostrar aos estudantes que a língua é falada antes de qualquer gramática publicada para prescrever regras e as diferenças existentes não representam desvios do padrão convencionado para a escrita, ao contrário, são variedades adequadas a diferentes usos, situações, motivos e necessidades.
Em A sombra do caos, Luiz Percival Leme Brito conscientiza quanto à força da atividade normativa nos ambientes letrados em decorrência da incorporação do prescritivismo pela tradição escrita, escola e todas as instâncias de prática linguística. É um comportamento usual em qualquer comunidade de fala, para determinar os usos adequados e valorar as formas linguísticas, recorrer a normas e atribuí-las à língua, pois a todo instante procuramos ajustar o que falamos, assim como julgamos os falares de outras pessoas.
Dentre os motivos que incidem no monitoramento da linguagem em uso, a sociolinguística variacionista de Labov elenca fatores de ordem geográfica, social, escolar (nível de contato com a cultura escrita ou letramento), situacional (onde, para quem, por que, quando e como falar). No entanto, o fato de o monitoramento ser usual não me isenta do papel de mediadora na desconstrução de julgamentos, se porventura ocorrerem em sala de aula no sentido de provocar exclusão social, que às vezes se torna quase imperceptível pela sutileza das atitudes e contrapõe a postura ética esperada de qualquer sujeito em formação para entrar no mercado de trabalho.
Outra confusão conceitual que vale a pena sublinhar recai sobre a indistinção entre norma da linguagem culta e norma da linguagem escrita. De modo geral, pode-se afirmar que a norma culta corresponde ao conjunto de regras da gramática prescritivista, enquanto padrão de língua culta ideal está presa à representação da escrita. Por outro lado, o autor de A sombra do caos defende que a norma da língua culta oral, representativa da fala usada em camadas de prestígio social, não traduz o padrão escrito, embora compartilhe algumas das regras de correção.
Já a norma explícita da língua escrita representa uma convenção social, reúne regras ortográficas, de concordância, regência e usos lexicais das variedades de prestígio, é o que se encontra em gramáticas escolares ou pedagógicas, dicionários, manuais de estilo e redação de jornais. Além disso, outro argumento apresentado por Brito para desfazer o equívoco é a contribuição das pesquisas de sociolinguística e gramática de língua falada na comprovação de que a norma da língua escrita não demonstra graficamente nenhuma modalidade oral nem aquela tomada por linguagem culta.
De posse dos conhecimentos e esclarecimentos mencionados até aqui, considero-me em condições de propor atividades de produção oral e escrita que explorem de maneira produtiva o inventário linguístico do aluno, começando com a valorização de sua linguagem coloquial ou vernacular, como denomina Labov, até chegar a produções típicas de linguagem culta. Algo que não pode faltar na sala de aula é a conscientização sobre os erros, cujo melhor tratamento é como diferenças entre variedades linguísticas. Essa postura pedagógica é sugerida por Bortoni-Ricardo na obra Educação em língua materna, visto que as diferenças refletem todo um contexto histórico e cultural, sendo inadmissível se tornarem alvo de exclusão e preconceito linguístico.
Em termos de produção oral, considero que as propostas de Faraco e Tezza dão conta não só a produção, mas também da reflexão sobre variações linguísticas. Destaco algumas atividades que adaptei a fim de comparar linguagens culta e coloquial, dentre elas, a realização de discussões em torno de amostras de fala em diferentes variedades e contextos interativos. Como mediador, o professor pode apresentar questões para a turma: avaliar a aceitabilidade das amostras como unidades constituintes do português brasileiro, estimar a adequação dessas falas quanto ao grau de formalidade, identificar prováveis causas para as diferenças, descrever a reação frente a uma fala inadequada no que diz respeito à situação de interação ou a uma fala de usuário de outra comunidade linguística.
Observações de como programas humorísticos exploram o trânsito entre linguagem culta e linguagem coloquial para provocar o riso é outro exemplo de atividade centrada no “contínuo de monitoração estilística”. Trata-se de escala que, para Bortoni-Ricardo, situa interações desde o nível de espontaneidade total (coloquial) até aquelas previamente planejadas que exigem mais atenção do falante (culta). Inclusive um desses programas pode ser exibido em sala para alimentar as reflexões.
Em outra etapa podem entrar atividades de reflexão sobre processos de gramaticalização da língua coloquial em sua modalidade oral, os quais mudam características sintáticas, semânticas ou discursivo-pragmáticas de elementos da língua (Weinreich, Labov e Herzog em Fundamentos empíricos para uma teoria da mudança linguística). Exemplificam tais mudanças alguns usos pronominais (a alternância entre “a gente” e “nós”), verbais (passagem de verbo pleno para verbo auxiliar, “vive cantando”, “anda fazendo”, etc.) e de deslocamento sintático à esquerda (em orações relativas: O teatro, eu não sei onde fica bilheteria dele/Eu não sei onde fica a bilheteria do teatro.)
Quanto à produção escrita, parece-me válido desenvolver propostas que derivem daquelas realizadas com ênfase na produção oral. Como justificativa da integração, vislumbro a oportunidade de relacionar as configurações possíveis entre as modalidades. Ainda que a escrita não represente a língua oral, cabe o trabalho de retextualização da língua falada para a língua escrita, sugerido por Marcuschi em Da fala para a escrita por propiciar uma visão abrangente acerca do processamento diferenciado de textos em linguagens coloquial e culta, ambas com as correspondências de oralidade e escrita.
No caso do texto oral, temos como característica principal a elaboração online em que reformulações, interposições e expansões ocorrem simultaneamente à produção, enquanto que no texto escrito não há todas essas operações nem sempre no mesmo momento de criação, uma vez que o caráter parcialmente estático do texto escrito (exceto hipertexto por sua volatilidade) possibilita revisões posteriores. Quais seriam as propostas de produção escrita? Produzir um relatório sobre as discussões, escrever uma peça de teatro em que personagens usem variedades coloquiais e cultas, produzir comentários sobre publicações na mídia que se reportem a questões de linguagens culta e coloquial, observando se há exposição de opiniões equivocadas nas publicações.
Enfim, propostas diversas podem ser idealizadas com o objetivo de tornar o aluno um sujeito consciente quanto à heterogeneidade da língua e de todas as implicações dessa conduta. Há como avaliar o desenvolvimento dessa postura pela manifestação da aceitabilidade, pela incorporação da noção de adequação linguística e pelo aprimoramento da competência linguística, uma consequência do contato com produções em níveis diversificados de linguagem coloquial e linguagem culta.

Para tratar do tema ensino de gramática e ortografia no Ensino Médio, explicito de antemão que além de elencar certas visões teóricas sobre a questão com as quais me alinho, tentarei me apropriar desses conhecimentos de modo a traçar um caminho pedagógico para atuação como docente. Ressalto ainda que não pretendo produzir uma exposição exaustiva do tema, o que não quer dizer que será menos profícua em termos de conteúdo.

Como especialista em Linguística Textual defendo que a informatividade de um texto não depende da profusão de palavras, pois desse modo há o risco de tornar a produção prolixa. Assim, minha exposição cercará o tema proposto, não necessariamente nesta ordem, a partir de aspectos relacionados a: tradição histórica, relações com a escrita, referências oficiais de ensino, concepções de linguagem, padronização, influências da mídia, variação linguística, reflexão linguística e prática de ensino.

Desde a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNS) para o Ensino Médio, cujo eixo temático Linguagem, Códigos e suas Tecnologias cobre questões de língua materna, ou bem próximo desse momento no final da década de 90, a Linguística tem se ocupado em debater o tema ensino de gramática e inserido nessa discussão está o conhecimento de ortografia. Dentre as publicações, são emblemáticos os livros Por que não ensinar gramática na escola? de Sírio Possenti, A sombra do caos de Luiz Percival Leme Brito, Sofrendo a gramática de Mario Perini e, a meu ver, talvez o mais crítico da lista: Linguagem, escrita e poder de Maurizio Gnerre.

Um contato superficial com a literatura produzida nessa linha de pensamento pode levar ao equívoco de que os autores propõem o abandono definitivo de qualquer estudo gramatical, como boa parte da mídia às vezes veicula quando se remete a tais concepções linguísticas. É inegável que o debate centra-se na validade da prática pedagógica de ensinar gramática, todavia, o propósito é outro. O que se questiona é a insistência em manter a tradição do ensino descontextualizado de teoria gramatical com viés prescritivo num momento em que muitas das pesquisas com viés descritivista compõem as recomendações dos documentos oficiais para o ensino de português brasileiro.

O abandono implicado no debate recai sobre as ligações históricas do prescritivismo com teorias filológicas e literatura clássica que tornam as gramáticas normativas uma opção ineficiente por prescrever usos artificiais da língua que pouco se aproximam da realidade das comunidades linguísticas, bem como por admitir apenas a reflexão linguística dos gramáticos. E não é isto que os PCNs colocam como prática esperada do professor de português, tampouco como habilidade e competência a ser desenvolvida pelo aluno. Conforme consta no documento oficial, não há nada contra o ensino de regras gramaticais, já que o ponto crítico é como ensinar essas noções sem prevalecerem classificações e terminologias apriorísticas.

Em A cor da língua, Sirio Possenti relembra que a própria história da língua explica fatos de variação linguística e, consequentemente, de variação das regras gramaticais e grafias de palavras. Segundo a visão do linguista, não podemos esquecer que a língua natural é a falada por nós e não aquela escrita por literatos e sujeitos prestigiados, conforme gramáticos, filólogos e dicionaristas dão a entender em suas obras. Outra observação do linguista destaca que nem mesmo a grafia é natural, é produto de convenção que muitas vezes tem a motivação perdida na história de evolução das línguas. Além disso, incompreensões de regras normativas e de justificativas para certas grafias, que tanto dificultam o ensino de gramática, na opinião de Possenti, podem ser esclarecidas por meio de documentos históricos e da comparação entre línguas.

Parece-me válido inclusive realizar tais consultas junto com os alunos, utilizando exemplos dados pelo autor de termos que constam em documento do ano de 1725 e de usos pronominais da língua espanhola, todos produzidos de acordo com a norma escrita padrão e nos quais aparecem estruturas morfossintáticas e grafias que no português brasileiro são hoje tomadas como desvios da norma padrão. Entre os exemplos estão: “apartir”, “seachar”, “nemseatreve”, “asperigozas” e “encontrámonos” do espanhol atual, usos que Possenti descreve como “foto feita de outro ângulo”, ou seja, representam outra opção de escrita.

Crédito: Carolina Santos

Crédito: Carolina Santos

Em publicações de Faraco (Linguística histórica), Tarallo (Tempos linguísticos) e diversas de Marcos Bagno é possível encontrar mais exemplos semelhantes para aulas com o objetivo de comparar as gramaticalizações e grafias de diferentes épocas. Essa é uma interessante opção para oferecer ao aluno oportunidade de reflexão sobre variações das regras de língua escrita e também dos acordos que convencionam a grafia adotada em determinado período histórico de uma comunidade de fala.

Em relação às tentativas de legitimar um padrão ideal para a língua, retomando um dizer de Gnerre em Linguagem, escrita e poder, as discussões em torno do estabelecimento de acordos ortográficos ilustram o quanto ainda permanece arraigada na sociedade a ideia de que a escrita representa a fala. Ideia esta que, de modo geral, os meios de comunicação massivos como canais de televisão e imprensa jornalística não deixam de disseminar, coisa que não fariam se buscassem subsídios na visão da Linguística. É no melhor estilo sensacionalista que essas mídias enfocam, por exemplo, assuntos ligados à grafia de palavras, como tem ocorrido em relação à suposta influência negativa da internet na escrita em outros ambientes interacionais e ao “Novo Acordo Ortográfico” de 1990, cuja vigência foi adiada para 2016. Atribuo sensacionalismo às informações veiculadas porque chegam ao cúmulo de publicar que a língua falada vai mudar pela interferência desses fatos ou que os estudantes terão dificuldade de ler/compreender as poucas palavras escritas com a grafia do novo acordo que retira elementos sem funcionalidade (hífen, trema, acento circunflexo de palavras terminadas em “êem” e “ôo”, etc.).

Em A cor da língua, Possenti também se posiciona a respeito das supostas mudanças linguísticas que o acordo ortográfico não faz, sendo categórico na afirmação de que lei não consegue mudar uma língua, não modifica a pronúncia, nem dificulta a leitura, já que a fala e a escrita permanecem iguais, exceto em algumas grafias. Então o que de fato muda é um pequeno conjunto de regras de escrita. Todavia, o estudioso assinala que por trás da padronização da escrita que se tenta determinar na forma de lei encontram-se falsas demonstrações de patriotismo, como se a língua fosse um símbolo nacional a ser preservado, e interesses comerciais e industriais, o que justificaria negociações das datas de vigência das alterações para conter prejuízos de tais setores da economia.

Faraco reconhece em Linguagem escrita e alfabetização que as dificuldades com a ortografia em língua portuguesa decorrem da inexistência de critérios uniformes para definir como se escrevem as palavras. É relevante a consideração do teórico para a definição da postura do professor de português brasileiro diante de questionamentos recorrentes de alunos que tentam entender por que determinados fonemas apresentam mais de uma grafia, como ocorre com o /s/ que é escrito de oito modos diferentes. Para o ex-professor da UFPR, as motivações para definição da forma gráfica de palavras da língua portuguesa dispõem de naturezas diversas, ora pela “transparência fonológica” (a correspondência entre som e letra), ora pela etimologia (origem geográfica da palavra), ora por motivo arbitrário em certos momentos da história (quando houve atribuições de padrão ortográfico por meio de analogias). Neste caso, complica-se o trabalho de tornar o aluno competente e hábil para refletir sobre elementos como estes de sua língua materna, sobretudo se o professor concebe a linguagem como expressão do pensamento ou instrumento de comunicação, atuando pela “mecanização da palavra”, conforme Rui Barbosa (citado por Geraldi em Linguagem e ensino) definiu no século 19.

São incisivas as críticas de Geraldi às práticas de ensino que se fundam na concepção de linguagem como expressão do pensamento e dotada de natureza homogênea. Em seu livro Linguagem e ensino, considera inadmissível sistematizar uma reflexão linguística como se fosse prévia, dada pela escola, pelas gramáticas normativas. Outro aspecto criticado pelo pesquisador é a apresentação de conteúdos sem uma sequência organizada que capacite o aluno a obter sua visão geral da teoria gramatical. A sugestão de Geraldi direciona-se ao aproveitamento das atividades epilinguísticas no ensino de gramática, ou seja, das práticas naturais do falante com as quais avalia os recursos selecionados ao usar a língua, estimando se um termo é adequado à situação, verificando se expressa o que pretende, dosando a informação dita.

Vejamos um exemplo dado pelo professor da Unicamp para abordagem de questão ortográfica nesse sentido. A recomendação é partir dos textos dos alunos e levantar as ocorrências de grafia inadequada, já que a adequação, a princípio, indica que houve assimilação da regra. Parece produtivo explorar palavras homófonas (“xá/chá”, “xeque/cheque”, “xarada/charada”) e ambiguidades ortográficas (“enxergar/enchergar”, “enxada/enchada”, enxame/enchame”). Depois de reunidas as ocorrências, o passo seguinte é sua apresentação aos alunos a fim de tentarem construir uma regra para uso de “x” e “ch”, é um exercício reflexivo para gerar hipóteses sobre a língua. A primeira delas poderia ser: usar X sempre que há “n”. Na sequência cabe apresentar elementos para derrubar a proposição: “gancho”, “rancho”, “inchume”. Com isso, é hora de reformular a regra: usar X sempre que há “en” antes. Novas refutações: “enchente”, “encharcado”, “encheção” e nova regra: usar X sempre que há “en” antes, exceto quando já existia a palavra escrita antes com”ch”.

A derivação dos termos “enchente” (de cheio), encharcado (de charco) e encheção (de encher) comprova a hipótese e, como única exceção, há a palavra “enxova”. Um trabalho conduzido dessa forma, por mais complexas que sejam as explicações para a ortografia, aproveita o comportamento natural do falante de avaliar usos linguísticos (as atividades epilinguísticas) e o conhecimento implícito do aluno sobre a língua, parte das dificuldades apresentadas nos textos (de aspecto ortográfico que de fato precisa ser tratado com auxílio do professor) e encaminha para o estudo de questão morfológica, no exemplo dado, processos de formação de palavras.

No que tange à teoria gramatical, trabalhar com paradigmas classificatórios constitui outra prática de difícil justificativa para o professor de português e igualmente difícil é responder aos alunos para que servem as classificações das palavras. Portanto, se estiver disposto a transpor as indicações dos PCNS para a sala de aula, o professor tem na verdade o compromisso de desenvolver atividades de explicitação de regras gramaticais através da reflexão e análise linguística e, acima de tudo, tornar o aluno um produtor de textos. Em outra publicação intitulada O texto na sala de aula, Geraldi adverte que a “prática de análise linguística” não se restringe a mera higienização do texto do estudante com a eliminação de inadequações gramaticais e ortográficas. Não se trata de correção, mas de reescrita para aprimorar a competência linguística do produtor em suas interações sociais e profissionais. De acordo com o conteúdo abordado a partir da análise textual, podem ser propostas atividades para explorar a sistematização da língua sem enfatizar nomenclaturas. Ou seja, o mais relevante é a compreensão do aluno sobre o fenômeno linguístico.

E qual seria a vantagem de usar textos dos alunos no ensino de gramática? Acredito que a mais coerente seria atribuir uma finalidade real para o estudo de determinada dificuldade gramatical ou ortográfica, quer pelo estranhamento que pode causar no texto, quer pelo compromisso como professor de promover a reflexão sobre a aceitabilidade de fatos da língua. O que mais fazer no Ensino Médio? Retomar os textos, reler com a turma, propor a reescrita com apoio das reflexões, de dicionários e de gramáticas, digitar as produções em editores de textos usando o recurso de corretor gramatical e sempre que possível trabalhar em grupos.