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“Receita pra lavar palavra suja” é uma criação poética de Viviane Mosé não só interessante, mas ainda metalinguística (!) como toda poesia boa. Segundo a metáfora da poetisa, a palavra é como uma roupa, já a metalinguagem fica por conta dos usos das palavras/roupas. Por isso, compartilho o vídeo em que a autora recita com gosto sua composição:


É que eu queria dizer uma coisa que eu não posso sair dizendo por aí
Na verdade é um segredo que eu guardo
É uma revelação que não posso sair dizendo por aí
Que eu tenho medo que as pessoas se desequilibrem de si
Que elas caiam delas mesmas quando eu disser
Eu descobri que a palavra não sabe o que diz
A palavra delira
A palavra diz qualquer coisa
A verdade é que a palavra nela mesmo em si própria
Não diz nada
Quem diz é o acordo estabelecido entre quem fala e quem ouve
Quando existe acordo, existe comunicação
Quando esse acordo se quebra, ninguém diz mais nada
Mesmo usando as mesmas palavras
A palavra é uma roupa que a gente veste (…)

 

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Existe um canal no  site Youtube, chamado Nossa Língua, em que são publicados vídeos diversos sobre tópicos linguísticos, sobretudo com relação à etimologia do português. Dentre tantas opções, encontrei uma sequência de 3 vídeos que abordam o uso de palavras de origem estrangeira no português, assim como as diferenças entre o português brasileiro e o português europeu. Veja a seguir o material selecionado:

 

 

 

*** Atividade de compreensão de texto audiovisual (para ser feita enquanto se assiste aos vídeos).

vídeo nossa língua

 

 

 

Apresentação em PPT planejada para aula de português brasileiro no 9º ano do Ensino Fundamental. O material explica os conceitos de frase, oração e período, com exemplificação dos níveis de combinação sintática dos elementos linguísticos, indo do nível lexical ao textual. São noções introdutórias que facilitam a abordagem dos processos em que se combinam orações através de subordinação ou de coordenação.

Ver no slideshare

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Referências Bibliográficas:

ANDRADE, Carlos Drummond. Quadrilha. In: _______. Antologia Poética. 51. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. p. 146.

FERRAREZI JUNIOR, Celso. Sintaxe para a educação básica. São Paulo: Contexto, 2012.

FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristóvão. Estrutura da sentença. In: ______. Oficina de texto. 9. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2011. p. 272-287.

Crédito: Revista Bula

Crédito: Revista Bula

Pedimos a 15 convidados — escritores, críticos, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de Paulo Leminski. Cada participante poderia indicar entre um e 15 poemas. Escritor, crítico literário e tradutor, Paulo Leminski foi um dos mais expressivos poetas de sua geração. Influenciado pelos dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos deixou uma obra vasta que, passados 25 anos de sua morte, continua exercendo forte influência nas novas gerações de poetas brasileiros. Seu livro “Metamorfose” foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Entre suas traduções estão obras de James Joyce, John Fante, Samuel Beckett e Yukio Mishima. Na música teve poemas gravados por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Guilherme Arantes; e parcerias com Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik e Wally Salomão.

Paulo Leminski morreu no dia 7 de junho de 1989, em consequência de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos. Os poemas citados pelos participantes convidados fazem parte do livro “Melhores Poemas de Paulo Leminski”, organização de Fred Góes, editora Global. Abaixo, a lista baseada no número de citações obtidas.

Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Dor elegante

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

O que quer dizer

O que quer dizer diz.
Não fica fazendo
o que, um dia, eu sempre fiz.
Não fica só querendo, querendo,
coisa que eu nunca quis.
O que quer dizer, diz.
Só se dizendo num outro
o que, um dia, se disse,
um dia, vai ser feliz.

M. de memória

Os livros sabem de cor
milhares de poemas.
Que memória!
Lembrar, assim, vale a pena.
Vale a pena o desperdício,
Ulisses voltou de Tróia,
assim como Dante disse,
o céu não vale uma história.
um dia, o diabo veio
seduzir um doutor Fausto.
Byron era verdadeiro.
Fernando, pessoa, era falso.
Mallarmé era tão pálido,
mais parecia uma página.
Rimbaud se mandou pra África,
Hemingway de miragens.
Os livros sabem de tudo.
Já sabem deste dilema.
Só não sabem que, no fundo,
ler não passa de uma lenda.

Parada cardíaca

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Aviso aos náufragos

Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta pagina, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não e assim que é a vida?

Amar você é
coisa de minutos…

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

Poesia:

“words set to music” (Dante
via Pound), “uma viagem ao
desconhecido” (Maiakóvski), “cernes
e medulas” (Ezra Pound), “a fala do
infalável” (Goethe), “linguagem
voltada para a sua própria
materialidade” (Jakobson),
“permanente hesitação entre som e
sentido” (Paul Valery), “fundação do
ser mediante a palavra” (Heidegger),
“a religião original da humanidade”
(Novalis), “as melhores palavras na
melhor ordem” (Coleridge), “emoção
relembrada na tranquilidade”
(Wordsworth), “ciência e paixão”
(Alfred de Vigny), “se faz com
palavras, não com ideias” (Mallarmé),
“música que se faz com ideias”
(Ricardo Reis/Fernando Pessoa), “um
fingimento deveras” (Fernando
Pessoa), “criticismo of life” (Mathew
Arnold), “palavra-coisa” (Sartre),
“linguagem em estado de pureza
selvagem” (Octavio Paz), “poetry is to
inspire” (Bob Dylan), “design de
linguagem” (Décio Pignatari), “lo
impossible hecho possible” (Garcia
Lorca), “aquilo que se perde na
tradução (Robert Frost), “a liberdade
da minha linguagem” (Paulo Leminski)…

Adminimistério

Quando o mistério chegar,
já vai me encontrar dormindo,
metade dando pro sábado,
outra metade, domingo.
Não haja som nem silêncio,
quando o mistério aumentar.
Silêncio é coisa sem senso,
não cesso de observar.
Mistério, algo que, penso,
mais tempo, menos lugar.
Quando o mistério voltar,
meu sono esteja tão solto,
nem haja susto no mundo
que possa me sustentar.

Meia-noite, livro aberto.
Mariposas e mosquitos
pousam no texto incerto.
Seria o branco da folha,
luz que parece objeto?
Quem sabe o cheiro do preto,
que cai ali como um resto?
Ou seria que os insetos
descobriram parentesco
com as letras do alfabeto?

Sintonia para pressa e presságio

Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Soo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.

Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.

Não discuto

não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino

A lua no cinema

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

Sem título

Eu tão isósceles
Você ângulo
Hipóteses
Sobre o meu tesão

Teses sínteses
Antíteses
Vê bem onde pises
Pode ser meu coração

 

Os buracos do espelho
Arnaldo Antunes
O Globo: 27/07/2009

o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí

pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some

a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve

já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada

o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora

“Quer um exemplo bem trivial? “Bunda”. Essa palavra também é africana, pode ter certeza. Se não fosse por ela, teríamos que dizer “nádegas”, que é efetivamente o termo português para essa parte do corpo humano. Da mesma maneira, em vez de “cochilar”, teríamos que dizer “dormitar”. Em vez de “caçula”, usaríamos uma palavra bem mais complicada: “benjamim”. Empolado, não é?” (STRECKER, 2006)

palavras origem africana

Leia mais em: Africanismos no português do Brasil (Revista de Letras).

Continuação…

É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

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Mascarados

Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranquilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.

Cora Coralina

O poema acima, inédito em livro, foi publicado pelo jornal “Folha de São Paulo” — caderno “Folha Ilustrada”, edição de 04/07/2001. (http://www.releituras.com/coracoralina_mascarados.asp)

Há quem considere pobre a redação que começa com a citação de definições de dicionário, sobretudo se a produção textual tem finalidade acadêmica. Não concordo muito com essa percepção, pois não vejo tanta inconveniência na exploração dos significados das palavras ou de sua etimologia, por exemplo, para apresentar uma discussão que envolve o sentido de termos linguísticos na constituição de certos conceitos que circulam por aí, na vida prática. É aqui que entra a questão do rolezinho que tanto tem “causado” nos últimos dias.

Para não fugir da minha linha de argumentação, eis o que se encontra na versão online do dicionário português Priberam a respeito da palavra rolé (o radical do qual deriva rolezinho): é um substantivo do gênero masculino; provavelmente originário da língua francesa (do verbo rouler que quer dizer rodar); encontra-se ainda com a grafia rolê; todavia, no Brasil o termo é usado em linguagem informal e é definido como “Volta ou passeio para lazer”; compõe expressões como “dar um rolê” e “sair de rolê”, ambas com sentido de dar uma volta ou passear.

Todos os verbos atrelados ao significado de rolé envolvem traços de movimento: rodar, voltear, passear. Indo mais além na análise, podemos considerar que os movimentos envolvidos são os de ir e vir. Vejam que curioso, além de verbos do português brasileiro, IR e VIR são direitos assegurados pela constituição brasileira. Então qual é o problema percebido no rolezinho?? Uma resposta possível encontramos no texto O direito constitucional de dar um rolé, postado no Blog da Cidadania.

E não poderia deixar de compartilhar a melhor definição de rolezinho que encontrei na mídia, através das palavras da antropóloga Rosana Pinheiro-Machado em entrevista para o site UOL São Paulo:

É a ocupação de um templo do consumo. O objetivo é justamente o consumo. Tudo começou como distração e diversão: se arrumar, sair, se vestir bem. Existe toda uma relação com as marcas e com o consumo, num processo de afirmação social e apropriação de espaços urbanos. Ir ao shopping é se integrar, pertencer à sociedade de consumo.

Na entrevista obtida por Marcelle Souza, a professora da Universidade de Oxford (Inglaterra) afirma que a proibição de rolezinhos nada mais é do que apartheid em pleno século XXI dentro de um país que dizem ser democrático !?! Em 2008 aconteceu situação semelhante após a inauguração de um shopping na zona sul de Curitiba. Na época a barreira foi imposta aos chamados “calçudos”, jovens residentes na periferia e alguns ligados ao movimento hip hop. Como foram convidados a se retirar depois de invadirem o estabelecimento para exercer seu direito de ir e vir (era um prenúncio do atual rolezinho), passaram a se reunir em massa na frente do shopping nos finais de semana. Para defender os limites externos do mais novo templo do consumo curitibano é claro que a polícia foi chamada e aí todo mundo pode imaginar o fim da história.

Interessantes esses movimentos de ocupação do espaço social, urbano… Para quem questiona se há política envolvida digo que sim. Basta tomar por exemplo o sentido figurado da palavra, como forma de conduzir questões particulares para atender a um desejo, neste caso, o compartilhamento de espaços públicos e a visibilidade social, conforme ouvi de um comentarista da rádio Band News.

Rolezinho | s. m. (fr roulé), diminutivo de rolé ou rolê.
1. Diminuta mesmo é a postura do empresariado e de parcela da sociedade que apoia essa forma de segregação racial, social.
2. O pior de tudo é classificar a  juventude como irresponsável, inconsequente e alienada.
 3. Exemplos de uso:
O rolezinho é bom para pensar o Brasil (zerohora.clicrbs.com.br)

por Aldo Bizzocchi

Que Natal tem a ver com nascimento, todos sabemos. No entanto, estamos tão acostumados a ver essa palavra associada ao nascimento de Jesus Cristo que a longa história desse termo acaba obscurecida. Por isso, vale a pena revisitá-la.

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O latim natalis surgiu como adjetivo derivado do substantivo natus, “nascimento”, mediante o sufixo -alis. Portanto, significava “relativo ao nascimento”. Exemplos desse uso são as expressões natalis humus (“terra natal”) e natale solum (“solo natal”), ambas referentes à pátria (também chamada de natio, “nação”, do mesmo radical). Nesse mesmo sentido, temos também dies natalis, o dia do nascimento de alguém (por isso, o aniversário natalício, que aqui no Brasil reduzimos para “aniversário”, chama-se em Portugal “natalício”). Finalmente, natale astrum é o astro que preside ao nascimento, portanto relacionado aos signos do zodíaco.

Continue lendo: A história da palavra Natal | Revista Língua Portuguesa.

O tijolo e a palavra: peças de construção da vida. Interessantes relações de sentidos são feitas neste texto poético.

Angelinoneto's Blog

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos construímos prédios,

Prédios que abrigam pessoas…

Com palavras construímos idéias,

Idéias que melhoram a vida das pessoas!

O tijolo almeja em ser…

A palavra almeja em ser…

Com tijolos construimos estradas,

Estradas que conduzem as pessoas de um lugar para outro!

Com palavras construimos um caminho,

Um caminho entre o que fomos e o que seremos!

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos contruimos pontes,

Pontes que ligam cidades, países… pessoas!

Com palavras nos conectamos,

Nos conectamos com a alma e o coração das pessoas!

Como o tijolo, a palavra é instrumento,

Instrumento para construir idéias, caminhos e conexões,

Ferramentas para um novo mundo e ferramentas para a paz!

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